O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI

Enviada em 16/10/2019

Por consequência da Revolução Científica, o acesso à tecnologia favorece contato com uma farta vinculação de informações. Dentre elas, diversas campanhas realizadas pelas esferas governamentais acerca da diminuição do desemprego e melhoria das relações trabalhistas. Entretanto, no Brasil, o número de desempregados ou trabalhadores informais cresce vertiginosamente a cada ano, ora em função do despreparo civil relacionado a falta de profissionalização, ora pelo alto custo e burocracia empregatícia. Assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.                                                                                                                                                                               Em primeiro lugar, é indubitável que a falta de profissionalização acadêmica e/ou técnica dificulta o acesso a empregos realmente bons. Porém, no Brasil, devido a elevada taxa de pobreza, a graduação é privilégio de poucos. Dessa forma, é importante ressaltar que indivíduos nascidos em famílias com baixas condições financeiras, tendem a se manter a mesma situação devido a falta de oportunidade. Exemplo disso são os assalariados informais paulistas, que exercem funções em horários diferentes do convencional, por elevado número de horas e recebem menos que o suficiente para suprir as necessidades básicas previstas pela Constituição Federal. Logo, é substancial a dissolução dessa conjuntura.                                                                                                                                                                        Outrossim, é imperativo pontuar a importância de mudanças relativas à burocracia e custos para os empregadores na contratação de funcionários. Segundo um levantamento realidade pelo Censo Bazzola, diretor executivo da Bazz Consultoria em Recursos Humanos, uma contratação mal sucedida pode custar quinze vezes um salário. Visto que, há prejuízos com a demissão e com a aplicação de um novo processo. É válido mencionar, ainda, as despesas com a divulgação das vagas, treinamento e locação de espaços para executar as etapas do processo seletivo. Desse modo, faz-se mister a reformulação desse cenário de forma urgente.                                                                                                                                                             Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater o aumento de desempregados. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação- ramo do Estado responsável pela formação civil- inserir, nas escolas públicas, nas turmas formandas, cursos técnicos profissionalizantes, de cunho obrigatório em função da sua necessidade. Além disso, o Ministério do Trabalho poderia estudar formas de reformular as políticas trabalhistas relacionadas a contratação, a fim de reduzir os prejuízos e elevar o número de carteiras assinadas. Quiçá, assim, tal hiato reverte-se-á, sobretudo na perspectiva tupiniquim, fazendo “jus”, deveras, àquilo que fora apregoado pela Revolução Científica.