O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI

Enviada em 21/10/2019

Desde o início da colonização portuguesa no Brasil, a principal forma de mão de obra era a escrava, que posteriormente foi substituída pelo trabalho assalariado a partir da Revolução Industrial. No entanto, mesmo com o avanço da indústria, a precarização do trabalho perdurou até os dias atuais, tornando-se necessário o debate acerca das condições de trabalho no presente. Com a ascensão do sistema econômico capitalista, o principal objetivo dos proprietários passou a ser o lucro, enquanto o trabalhador visava maiores salários e melhores condições de trabalho. O conceito de “Lutas de Classes”, proposto por Karl Marx, explica exatamente esses objetivos antagônicos que na maioria das vezes acaba por prevalecer aos anseios dos proprietários, que por sua vez, reduzem os investimentos em infraestrutura para os trabalhadores, para obter menos custos e mais lucro. Outrossim, os cidadãos sem veem obrigados a aceitar empregos degradantes para conseguir se manter com o mínimo, ou nem isso. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), até fevereiro de 2019, mais de 13 milhões de pessoas encontravam-se desempregados, sendo que 25% estão nessa situação à pelo menos dois anos, evidenciando o desespero para aceitarem qualquer tipo de trabalho, mesmo que com péssimas condições e sem total garantia de seus direitos. Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Uma fiscalização mais efetiva e intensa pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) para possíveis casos de descumprimento das leis ou denúncias realizadas, para que possam garantir as mínimas condições previstas na CLT. Além disso, a realização de oficinas de emprego pelas prefeituras das cidades para promover a qualificação de candidatos a possíveis vagas, com a finalidade de instruí-los a observarem a garantia de seus direitos serem cumpridos, assim como instruí-los a denunciarem empresas que não respeitem as leis, deixando para trás toda a parte negativa que a revolução das indústrias proporcionou.