O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI

Enviada em 25/10/2019

A Constituição Federal de 1988 assegura o trabalho como direito inerente à todo cidadão brasileiro maior de idade. Todavia, a persistência no aumento do desemprego nacional configura uma realidade diferente. Esse problema, cujas causas se relacionam, sobretudo, com o aumento das exigências da lógica capitalista e com a crise econômica de 2014, gera consequências graves para a População Economicamente Ativa (PEA) e acarreta descontrole dos cofres públicos.

Dessa forma, o trabalho visto na Grécia Antiga como uma prática de escravos, evoluiu para os princípios capitalistas de Weber, “exercício de dignificação do homem” e hoje é composto de exigências adversas, seja uma maior profissionalização, seja experiência no mercado. Além disso, a crise nacional de 2014 aprofundou ainda mais a seleção natural no trabalho na medida que, filtrou a folha de pagamentos para os funcionários que mais agregassem às empresas.

Em decorrência disso, a PEA cada vez mais vem diminuindo e enfrenta diariamente a ideia de um futuro incerto. Nesse viés, muitos desempregados optam pelos trabalhos rápidos (bicos), por empresas terceirizadas, práticas análogas a escravidão e até entram no mundo do crime. Ademais, com o crescimento da população idosa e redução de trabalhadores, os cofres públicos tendem a enfrentar descontrole, como já ocorre, gerando corte de gastos em todos os setores se nada for feito.

Portanto, medidas são necessárias para controlar pragmaticamente o aumento do desemprego no Brasil. Sendo assim, a Secretaria do Trabalho em parceria com o SEBRAE e o MEC, devem promover para estudantes do ensino médio e superior, palestras e apresentações artísticas ministradas por pedagogos especialistas em tendências do mercado de trabalho, que abordem as dificuldades encontradas em tal mundo, visando com isso uma maior profissionalização desses futuros contribuintes. Apenas assim, o Brasil como preconiza a constituição pode ser mais que uma utôpia.