O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI

Enviada em 22/02/2020

Desde a Revolução Industrial, o mundo trabalhista foi ficando cada vez mais dividido e é indubitável que essa setorização permanece até os dias atuais. Além disso, a maioria das pessoas desempregadas tem o ensino superior completo e esse problema se deve a desigualdade de salários entre profissões e a questão financeira sempre prevalecer. Outrossim, a falta de instrução dos jovens para escolher uma profissão é um fator importante e a maioria deles acaba escolhendo profissões que não se identificam e isso gera diversas decorrências na vida profissional como o desemprego constante.

Convém ressaltar, que segundo a consultoria IDados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua relatou que trabalhadores com ensino superior levam 16,8 meses para arrumar emprego, superando até os trabalhadores sem instrução. É inquestionável que esses dados expõem a saturação do mundo trabalhista e o difícil acesso a emprego mesmo para quem tem faculdade. Além de que, muitas pessoas acabam escolhendo profissões por causa do financeiro e não conseguem ser bem sucedidos e como exemplo pode-se citar a saturação de engenheiros civis no mercado, assim a maioria dos formandos acabaram levando o financeiro em questão e não seu talento e o ramo acabou se fartando com tantos profissionais e consequentemente não tem emprego para todos.

Em segunda análise, a falta de instrução dos jovens para escolher uma profissão é um fator de extrema importância e a maioria dos jovens não possuem um preceito mediador na hora de escolher uma profissão para si e acabam por cometer erros na hora de definir uma faculdade, muitas vezes terminam o ensino superior e não conseguem trabalhar na área em que se formaram pois não lhes dá prazer ou fazem diversas faculdades e acabam por trancar todas. Ademais, os impactos fomentantes são diversos e têm-se como exemplos o aumento da taxa de desemprego e diversos adultos com faculdades trancadas e nenhum diploma em casa. Isso é consoante com o pensamento de Sêneca que profere que a educação exige cuidado pois ela influi sobre a vida toda, ou seja, a instrução é necessária pois ela concebe uma influência sobre toda a sua vida e inclusive para escolher uma profissão.

Por tal prerrogativa, o Ministério da Economia deve diminuir as diferenças salariais exorbitantes presentes no mundo trabalhista, por meio de uma melhor adequação no salário mínimo de cada profissão e assim garantir uma melhor equidade entre os salários, com o objetivo de incentivar as escolhas de profissões sem que a questão financeira esteja no centro. Além disso, o Ministério da Educação deve instruir os jovens na escolha de seu ensino superior por meio de palestras nas escolas e visitas nos campus universitários e assim democratizar o autoconhecimento e guiar os jovens para a escolha certa, afinal isso influirá sobre toda a sua vida segundo os preceitos de Sêneca.