O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI

Enviada em 29/03/2020

O desemprego afeta a maioria das famílias brasileiras. No livro “Quando meu Pai perdeu o emprego”, retrata a realidade de uma família que vive na mordomia. Na obra, após a perca do emprego do pai, a família então tem suas vidas modificadas drasticamente. De maneira análoga à história fictícia, a questão da expansão do desemprego, no Brasil, ainda não é perceptível de forma austera, mas a dominância é o resultado de índices desagradáveis no século XXI, não diferente ao século XX. Assim, é ilícito afirmar que o surgimento de crises econômicas está totalmente dependente à corrupção posta pelo Estado e o maior alvo de desocupação é as mulheres que são vistas a dedicar-se à família.

Em primeiro plano, evidencia-se, por parte do estado, a cobiça pelo lucro de forma corrupta e ausência de medidas unânimes a fim de não agravar a instabilidade do Brasil. Segundo os dados do IBGE, a taxa de desocupação trimestral está à elevar há 18 meses consecutivos. Nessa perspectiva, o estado atua como agente perpetuador do processo de desocupação de cargos a indivíduos com futuro incerto. Logo, é substancial a mudança desse quadro.

Cabe mencionar, em segundo pano, quais os interesses atendidos de forma desigual à mulheres. Essa questão ocorre devido a prática do machismo: as mulheres são vistas como pessoas que podem dar preferência aos cuidados com a família e a deixar o empregador em segundo plano como situação de emergência. Segundo os dados do IBGE mais de 13,8% desempregados são mulheres, enquanto a média para homens é de 10,7%. Partindo desse pressuposto, a discriminação corporativa pode ser sutil, mas é inegável.

Infere-se, portanto, que a expansão do desemprego de forma que afeta a crise econômica do Brasil, possui íntima relação com aspectos corruptos e discriminação. Dessa maneira, é imperiosa uma ação do Congresso Nacional com intervenção em tal problemática, por meio da regulação de leis que atue no âmbito escolar público, mais precisamente, com “Bolsa Família” a fim de promover maior renda para sustentação e boa vida como prezado no “Artigo 23” que pressupõe uma remuneração satisfatória e que permita, ao indivíduo, viver conforme a dignidade humana. Dessa maneira a situação vivenciada em “Quando meu pai perdeu o emprego”, poderá ser uma realidade inexistente aos brasileiros.