O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI

Enviada em 09/06/2020

No modelo produtivo vigente, o Toyotismo, a tecnologia é a característica fundamental para o funcionamento desse sistema de produção. Consequentemente, há o aumento do desemprego, já que existe uma maior procura por funcionários competentes e as máquinas substituem o trabalhador. No Brasil, não é diferente, uma vez que a busca por mão de obra qualificada se contradiz com a verdadeira realidade educacional juntamente à desigualdade de gênero.

Inicialmente, vale ressaltar que, segundo o filósofo inglês John Locke, cabe ao Estado atender aos direitos e deveres populares. Nota-se, entretanto, o descaso do governo, uma vez que o sistema educacional brasileiro constitui uma barreira para a formação de cidadãos qualificados no âmbito trabalhista. Dessa maneira, as poucas vagas ofertadas nas universidades federais e a falta de oportunidades destinadas aos estudantes, caracterizam a formação de indivíduos sem juízo crítico. Logo, o desemprego está diretamente relacionado com as escassas oportunidades de desenvolvimento pessoal.

Outrossim, torna-se evidente destacar que o preconceito é, em grande parte, responsável pelo índice de desempregados no Brasil. Tal fato pode ser observado no livro ¨Senhora¨ de José de Alencar, em que a protagonista, Aurélia, por ser uma mulher, é vista pela sociedade como incapaz de cuidar da herança deixada por seu avô. De maneira similar à realidade, o pensamento histórico construído ao longo do tempo de incompetência desse grupo social, certamente impede o avanço da estrutura trabalhista brasileira, já que a figura feminina é, inúmeras das vezes, impedida de ser contratada em determinada empresa. Assim, a preferência na contratação de homens é uma realidade que corrobora para o aumento do desemprego. Assim sendo, é fundamental que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual.

O Ministério da Educação, portanto, deve elaborar um projeto de inclusão aos estudantes interessados em aumentarem seus conhecimentos por meio de oficinas estudantis e cursos gratuitos, no intuito de desenvolver um senso criativo e profissionalizante. Ademais, o Ministério do Trabalho deve propor debates e discussões com empresas brasileiras, em busca de estimular a admissão de mulheres e a igualdade nos cargos empresariais. Com essas medidas, o Brasil desenvolverá empregos e o modelo toyostista se ajustará às condições da população.