O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI
Enviada em 21/07/2020
Desemprego estrutural e trabalho informal é, infelizmente, a realidade que o brasileiro vive no país. Tais fatores são reflexos da velocidade das alterações no mercado de trabalho, tal como, o avanço da tecnologia que oferece um cenário digital, muitas vezes incompatível com a realidade dos trabalhadores, que acabam buscando renda através da informalidade. Assim, percebe-se a má qualidade de educação e precarização do trabalho.
Em primeiro lugar, é necessário analisar o atual cenário econômico do Brasil. Nesse caso, é perceptível a crise financeira pertinente, que acompanhada da pandemia, realizou mudanças na estrutura do mercado como a “uberização”, que resultou demissão em massa, e ao mesmo tempo necessidade de trabalhadores com formação qualificada e técnica.
Além disso, é importante salientar a precarização ou a “lumpemproletarização” do trabalho, que assemelha-se ao período pós fordista (por volta de 1914). Dessa maneira, pode-se vincular diretamente a Lei da Terceirização (2015), que afeta os direitos trabalhistas, por exemplo, em casos de empresas que fecham antes de quitar débitos com trabalhadores.
Ademais, é imprescindível avaliar que a somatória dos impasses, causam no trabalhador a urgência em buscar novos meios de trabalho ou subempregos, que resultam na informalização, que dispõe a diminuição de gastos empresariais em prol do lucro do “empresário”.
Fica claro, portanto, que a situação vivida pelo brasileiro não evidencia uma solução prática, mas sim complexa e a longo prazo. Cabe ao governo, trabalhar em conjunto por meio do Ministério da Economia, maneiras de suavizar os reflexos da crise no mercado de trabalho, focando não apenas em disponibilizar cargos públicos, mas também, buscando parcerias com empresas privadas. Por fim, cabe as instituições de ensino, investir em uma boa formação, melhorando a mão de obra e a inserção de indivíduos qualificados no mercado.