O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI
Enviada em 16/09/2020
Conforme o pensamento Marxiano, a economia é a base da sociedade e o que a movimenta, sendo esta fundamentada na produção de bens e prestações de serviços. Tendo isso em vista, entende-se que a base da nossa sociedade não se encontra estável, uma vez que por conta do desemprego estrutural e da intensificação do trabalho informal, os problemas envolvendo a economia e as relações trabalhistas vem crescendo de forma alarmante no século XXI. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas, consequências e possíveis soluções para o impasse apresentado.
Primeiramente, é importante destacar a presença do desemprego estrutural na sociedade atual, ou seja, a vagas de emprego sendo insuficientes para proporcionar empregos a todos os cidadãos. Tal conjuntura acarreta uma grande desestruturação na economia, faz com que as pessoas não tenham perspectivas de empregabilidade, e busquem empregos sem vínculos registrados na carteira de trabalho. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o número de desempregados deve aumentar em 2,5 milhões em 2020 porque, enquanto a força de trabalho aumenta, não estão sendo criados empregos suficientes para absorver os recém-chegados ao mercado de trabalho. Dessa forma, entende-se que este fator vem sendo algo extremamento nocivo à economia e às relações trabalhistas.
Consequentemente, por ser sua única maneira de conseguir uma renda, a população opta por formas informais de trabalho, que possuem diversas desvantagens, por exemplo, a ausência de direitos previstos na legislação como carteira assinada, décimo terceiro salário e direito à aposentadoria. Outrossim, é indispensável citar que o trabalho informal também abre portas para o contrabando e a venda de mercadorias falsificadas, prejudicando a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) de um país - um dos índices utilizados para a medir o nível de desenvolvimento de determinada nação.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para que isso ocorra, o Ministério da Economia em parceria com o Ministério do Trabalho deve remover os obstáculos e as burocracias existentes para um microempreendedor com o intuito de ajudá-lo a crescer, por meio de reuniões e reformas trabalhistas, e assim, frear o desemprego estrutural e a escassez de vagas de empregos. Além disso, é importante que desde a juventude, os cidadãos sejam instruídos à formação de uma carreira profissão através de uma reforma no currículo atual, feita pelo Ministério da Educação, no qual haja matérias escolares voltadas ao empreendedorismo, gestão organizacional e educação financeira para que os mesmos se interessem e haja uma melhoria no futuro da economia. Dessa forma, será possível combater o desemprego e os problemas que envolvem as relações trabalhistas no século XXI.