O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI

Enviada em 18/10/2020

O período conhecido como “A Grande Depressão”- Crise de 1929- provocou uma terrível crise no movimento econômico mundial, resultando em uma catástrofe no mercado financeiro, que, acarretou no desemprego em massa, fome e incapacidade de se restabelecer rapidamente no âmbito econômico. Percebe-se, que não só historicamente, esses aspectos referem-se de maneira social no que tange à questão do desemprego entre os jovens brasileiros. Portanto faz-se necessário abortar sobre o desemprego na juventude e suas reais causas.

A princípio, é importante salientar que o mercado de trabalho polarizou seus serviços, contudo, a alta demanda entre pessoas desempregadas para a quantidade de empregos é relevante. Devido a tal demanda, os jovens procuram paulatinamente procurar cursos e especializações para serem contratados em cargos mais superiores, porém, a falta de qualificação na área faz com que as empresas tenham preconceito em contratar alguém sem experiência alguém. Nesse sentido, dados comprovam essas informações, visto que, segundo uma pesquisa realizada pelo IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada- as chances de pessoas mais jovens no mercado profissional conquistarem o primeiro emprego é 64% menor que de indivíduos que já possuem histórico profissional na carteira de trabalho.

Ademais, é notório a inexistência de medidas que exijam a existência de funções obrigatórias para os jovens, estudantes, dentro dos ambientes de trabalho atual, o que gera mais complexidade no que se concerne a esse assunto. Nessa lógica, é perceptível a importância de uma boa formação educacional, pois o mercado se tornou cada vez mais competitivo e exigente e o que estão abaixo desse padrão tendem a ser marginalizados. Nesse viés, é preciso conciliar a evolução da tecnologia com o desenvolvimento de empregos mediante políticas públicas de inclusão.

Convém, desse modo, ao Ministério da Educação promover, com uma parcela dos impostos públicos fornecidos pelo Governo, cursos profissionalizantes para o mercado de trabalho, comercial e industrial, e de idiomas dentro das escolas com professores especializados nessas áreas para que, assim, os alunos possam possuir uma experiência antes de procurar um emprego. Ademais, o Estado de cada região deve exigir, por meio de mandatos que será comunicado e, assim, fiscalizado por funcionários públicos, que as empresas e comércios reservem vagas para jovens estudantes para que, dessa maneira, haja mais oportunidade para esses. Afinal, um grupo que é tão desprezado devido ao legado histórico industrial é digno de inserimento de qualidade no mercado de trabalho brasileiro.