O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI
Enviada em 05/11/2020
No filme “Tempos Modernos”, protagonizado por Charles Chaplin, são demonstradas as dificuldades vivenciadas pela população operária, que perdeu seus postos de trabalhos por consequência da Revolução Industrial. Tal questão transcende a obra cinematográfica e mostra-se presente na realidade brasileira, por meio do alto desemprego e das relações trabalhistas da conjuntura hodierna, que são sustentados pela crise econômica existente no país, o que ocasiona consequências negativas à sociedade. Assim, faz-se imperiosa a análise acerca da problemática, para que se possa contorná-la.
Em princípio, vale destacar que a instabilidade financeira possui efeito na menor oferta de empregos, o que contribui para a persistência desse cenário. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desemprego avançou em onze estados no segundo trimestre de 2020, devido à forte crise econômica instaurada no país. Tal fato evidencia que a partir de um contexto de desequilíbrio monetário, ocorrem demissões em grande escala, sem disponibilização de vagas e com diminuição de viabilidades de trabalho. Logo, intensifica-se o alto índice de desempregados na contemporaneidade, que, majoritariamente, veem qualquer alternativa como sua única opção de emprego.
Conquanto, os problemas não se limitam em sua causa, mas também estão muito presentes em suas consequências, como a predisposição aos subempregos. Consoante ao escritor Émile Zola, em sua obra “Germinal”, em épocas de crise econômica, os indivíduos aceitam péssimas condições de trabalho diante da ameaça do desemprego. Sob tal ótica, os cidadãos admitem menores salários e jornadas exaustivas, e quando não conseguem prosseguir em suas atividades pelas circunstâncias expostas, encontram como solução o trabalho informal, sem quaisquer registros oficiais de emprego, nem garantia de direitos trabalhistas. Destarte, isso submete o trabalhador em difíceis situações e com perda de sua dignidade.
Infere-se, portanto, que medidas são imprescindíveis, visando mitigar os entraves à resolução desse revés. Para tanto, urge que o Ministério da Economia, por meio da Secretaria do Tesouro Nacional, crie projetos de políticas econômicas que oferte cargos públicos e estimule a abertura de novas vagas de emprego em empresas privadas - com registros formais e com diminuição de seus impostos financeiros até a crise econômica se atenuar -, com intuito de reduzir a taxa de desemprego e suas consequências, além de auxiliar para o fim da instabilidade financeira do país. Dessa forma, os problemas denunciados por Charles Chaplin, serão distanciados da realidade brasileira.