O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI
Enviada em 18/11/2020
Desde o início da pandemia a redução de emprego foi generalizada e atingiu todos os setores da economia, contudo os trabalhadores informais foram os mais prejudicados e em resposta a esse fenômeno ocorreu o aumento da “uberização”.
Segundo o IBGE, no último trimestre a taxa de desemprego alcançou 14,4%, atingindo, principalmente os trabalhadores informais, que estão à margem do sistema de proteção social. Uma vez que os trabalhadores formais podem requerer o auxílio doença ou o seguro desemprego caso venham a ser contaminados pelo novo coronavírus ou desligados de seus serviços; já os trabalhadores informais não possuem esses direitos.
Ademais, devido esse grande número de novos desempregados ocorreu o aumento da “uberização” do trabalho, no qual empresas organizam, por meio da tecnologia, um conjunto de trabalhadores para trabalhar conforme a demanda. Entretanto essa situação é ainda mais grave que a informalidade, porque o trabalhador “uberizado” não tem nenhuma garantia sobre sua remuneração e sua carga de trabalho, tendo em vista que os aplicativos podem reduzir o valor pago por seviço unilateralmente.
O desemprego, portanto, acentuou-se com a pandemia, atingindo aqueles que estão na informalidade e que não possuem direitos assegurados pela CLT. Além disso, aumentou a “uberização” do trabalho, criando uma situação ainda mais irregular de emprego.