O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI

Enviada em 01/12/2020

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), desde 2016 o Brasil está entre os países com maior índice de desemprego, com cerca de 6,2% da população sem vínculo empregatício. Nessa perspectiva, vê-se que o desemprego e as novas relações trabalhistas do século XXI devem ser discutido, tendo em vista seus impactos na sociedade. Assim, nota-se que este cenário está vinculado, principalmente, à mecanização do trabalho e que pode gerar novos modos de serviços.

A princípio, cabe destacar que desde a Primeira Revolução Industrial, em 1760, diversas inovações tecnológicas vem surgindo e inúmeros setores, desde indústrias têxteis até automobilísticas, estão se mecanizando. Deste modo, com o uso recorrente de máquinas na produção, a mão de obra dos cidadãos torna-se menos necessária, o que eleva o número de desemprego cada dia mais. Assim, mesmo que o surgimento de tecnologias no Brasil e no mundo represente um avanço em determinadas áreas, também significa prejuízos para a população que garantia sua sobrevivência em certo tipo de trabalho que agora se encontra mecanizado.

Outrossim, uma das consequências mais evidentes do aumento do desemprego é a mudança das formas de serviços, como o crescente número de trabalhadores autônomos e informais. Em conformidade com o documentário brasileiro “Vidas Entregues”, praticamente 90% dos trabalhadores de aplicativo, como da rede “Ifood”, exerce tal atividade informal devido à falta de contratação nas empresas atuais. Dessa maneira, percebe-se que a parcela da população que se encontra sem vínculo empregatício busca, de alguma forma, um meio para se manter, recorrendo a trabalhos informais que muitas vezes não contemplam todos os direitos trabalhistas.

Portanto, medidas devem ser tomadas para que o mínimo de cidadãos sejam afetados pelo desemprego no século XXI. Logo, o Ministério da Educação, por intermédio de verbas provenientes da contribuição pública, deve formular cursos técnicos gratuitos, especificamente em regiões de maior taxa de desempregados. Para isso, é imprescindível a realização de pesquisas sobre os locais mais afetados e com baixa escolaridade, para que assim a população possa ser contemplada com algum tipo de especialização e consiga se inserir no mercado de trabalho com qualificação para exercer funções na área tecnológica atual.