O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI
Enviada em 28/11/2020
A Constituição Federal de 1988— fruto da luta dos trabalhadores contra um regime ditatorial; e, por isso mesmo, conhecida como Constituição Cidadã— assegura o direito de emprego e acesso a trabalho para toda a população. Entretanto, percebe-se que a legislação não vem sendo cumprida, uma vez que o desemprego cresce gradativamente devido ao avanço tecnológico e a desigualdade no país torna-se um empecilho nas relações trabalhistas. Sendo assim, o povo brasileiro deve reivindicar seus direitos, de forma a efetivá-los. Diante disso, dois fatores tornam-se relevantes para se compreender a problemática: primeiramente, a necessidade de aumentar o aprendizado da classe trabalhadora; e, também, eliminar a exclusão social e as desigualdades ainda presentes no século XXI.
Primordialmente, segundo o ex-líder político Nelson Mandela: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Em vista disso, torna-se evidente que o aprendizado é de extrema importância em uma nação, com isso, associa-se a falta de conhecimento tecnológico no currículo dos brasileiros ao alto índice de desemprego no Brasil. Por exemplo, com o avanço tecnológico e de maquinários nas empresas mundiais, é notório que as demandas de trabalhos venham com exigências de conhecimentos dessas tecnologias. No entanto, o ensino brasileiro não abrange tais requisitos, assim, as vagas de trabalhos ficam em aberto e os cidadãos, desempregados.
Ademais, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística revelou, em 2018, que a população brasileira é de, aproximadamente, 209 milhões. A partir disso, com uma habitação tão vasta, é nítida a diversidade do povo no Brasil, portanto, as relações trabalhistas no século XXI são demasiadas importantes. De modo a analisar, cita-se o atual cenário de contrato brasileiro, o qual conta com uma entrevista com o empregador e seu candidato, contudo, o preconceito que existe entre o povo brasileiro é motivo para não empregar indivíduos capacitados para o trabalho. Dessa maneira, a exclusão social e a desigualdade são notórios problemas para o avanço da sociedade e o aumento do desemprego.
Logo, para se resolver o empasse, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, promover cursos tecnólogos gratuitos, em parceria com empresas que precisam de mão de obra especializada, enfim, os trabalhadores aprenderiam sobre os equipamentos e as tecnologias do século XXI. É imprescindível, ainda, que o Governo Estadual crie cotas obrigatórias nas indústrias brasileiras, negros, pardos, afrodescendentes e toda a nação será inclusa no mercado de trabalho. Por meio de campanhas feitas por Organizações Não Governamentais seria visto a necessidade de tais medidas, afinal, as relações trabalhistas seriam bem sucedidas e a Constituição de 1988 será realmente efetivada.