O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI
Enviada em 16/12/2020
No livro “Vidas secas”, o personagem Fabiano, um homem simples e de pouco estudo, mesmo sendo várias vezes destratado pelo patrão não consegue se impor por medo de perder o emprego. Analogamente, na vida real, muitas pessoas preferem não reivindicar respeito ou até seus direitos trabalhistas por receio de ser mais um nos muitos que tiveram que deixar o trabalho. Logo, visando a relevância do assunto em torno dessa situação, faz-se necessário o debate sobre o desemprego e as relações trabalhistas no século XXI.
Primeiramente, sabe-se que o desemprego é um problema desde tempos atrás, mas que se acentuou ainda mais no último século. Segundo dados do IBGE o número de cidadãos sem emprego chegou a 13,5 milhões em setembro de 2020, no Brasil. Assim, esses que contavam integralmente com um salário fixo, precisaram se ajustar com lucros mensais de serviços autônomos ou aceitando qualquer trabalho, independentemente de suas condições. Com isso, fica claro a difícil realidade que eles enfrentam.
Além disso, a necessidade de sustentar uma família ocasionou o aumento no número de trabalhadores informais. De acordo com a revista “Veja”, aproximadamente 41% dos brasileiros trabalham na informalidade. Tal fato mostra que essa porção da população ficou sem opções e precisou muitas vezes reivindicar de suas relações trabalhistas como férias, horas diárias corretas, décimo terceiro, entre outras para conseguirem receber algum dinheiro. Desse modo, percebe-se a importância de um novo olhar sobre a situação.
Diante dos fatos mencionados, visando solucionar tais impasses, faz-se essencial que medidas sejam tomadas. A princípio, cabe ao Governo Federal criar projetos de benefícios para grandes e pequenas empresas para que com essa ajuda tenham condições de gerar mais empregos para os que precisam. Ademais, o Ministério do Trabalho deve contribuir aumentando a fiscalização nos trabalhos informais e liderando campanhas sobre os direitos do trabalhador para que os empregadores e os empregados saibam de suas garantias e deveres. Dessa maneira, o desemprego e as relações trabalhistas não serão mais assunto de necessidade em debates.