O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI

Enviada em 18/12/2020

O desemprego e as relações trabalhistas não são questões apenas do século XXI, desde a Primeira Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra, no início do século XVIII, os proletários eram designados a trabalhar em galpões insalubres com uma jornada de 16 horas, os que não aguentavam eram substituídos. De maneira semelhante, observa-se que atualmente a carga horária segue sendo abusiva, de no máximo 12 horas diárias, incluindo em trabalhos manuais pesados, como metalúrgicas. Assim, cabe notar que a automatização de serviços e a globalização são temas a serem debatidos.

Primeiramente, é importante ressaltar que a tecnologia adotada em empresas têm evoluído muito nos últimos anos. A série “Black Mirror”, apresenta diversos projetos fictícios que envolvem tecnologia e seus possíveis impactos caso sejam usadas futuramente. Em um de seus episódios, é abordado a extinção das abelhas, e o problema foi contornado ao criar minúsculos robôs que faziam a tarefa do inseto no meio ambiente. No mundo real, isso pode ser adaptado ao automatizar inúmeros serviços, por exemplo a multinacional Amazon que utiliza robôs programados para empacotar encomendas, o tempo de execução é rápido, mas cada máquina elimina cerca de 24 empregados humanos. A tendência futura é a automatização de serviços repetitivos, e como consequência o desemprego em massa.

Além disso, a Globalização, que consiste no processo de fazer mercadorias, serviços e instituições alcançarem o nível mundial, aumentou a competição global no setor econômico. As empresas transnacionais, por atuarem além da própria fronteira instalam filiais países pobres a fim de adquirir mão de obra barata e com leis trabalhistas brandas, levando a falência de empresas locais. Em decorrência disso, a quantidade de trabalhadores sem carteira assinada, camelôs, entre outros, que são considerados informais, chegou a uma marca de 30 milhões no Brasil.

Portanto, algumas ações são primordiais para resolver o desemprego e questões trabalhistas no Brasil. Cabe ao governo, por meio do Ministério do Trabalho, implantar leis trabalhistas mais rigidas que garantam aos empregados um salário digno de acordo com sua jornada de trabalho, inspeção nos locais de trabalho, pois isso irá garantir direitos justos. Além disso, cabe as empresas transnacionais que são as responsáveis por expandir a Globalização,  implantar novas tecnologias nos países de suas filiais com o objetivo de aumentar o comércio local, pois isso agregaria o setor econômico.