O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI
Enviada em 06/01/2021
O ano de 1929 foi marcado por uma grande depressão econômica, o que gerou um enorme contigente de desempregados, principalmente nos países ocidentais. Mesmo após mais de 90 anos e de superada essa crise, o desemprego ainda é um impasse para diversas nações, inclusive o Brasil, cujo índice têm crescido a cada ano. Nesse sentido,os processos de automação e mecanicação no País, bem como a ausência do Estado brasileiro agravam esse problema.
Em primeiro lugar, deve-se considerar que o processo de automação e mecanização fomentam essa problemática. As décadas de 1960 e 1970 marcaram o início da Revolução Verde no País, esse movimento levou ao campo novidades que ajudaram a desenvolver a agricultura brasileira tais como as novas técnicas agrícolas e as maquinarias. Entretanto esse processo também gerou um grande contigente de desempregados, que por falta de postos de trabalho saíram do campo e foram para os centros urbanos em busca de novas oportunidades. Outrossim, a mecanização e automação industrial, decorrente principalmente da Terceira Revolução Industrial, também corroborou para o aumento desse desemprego estrutural. Assim sendo, esses indivíduos ajudam a formar o grande contigente de desempregados brasileiros que de a cordo a pesquisas, lançadas em 2020 pelo IBGE, somam 14 milhões de desempregados.
Em segundo lugar, é preciso considerar também que a ausência do governo corrobora para o agravamento desse problema. O sociólogo polonês Zigmunt Bauman, vaticinou que o Estado está em crise, e assim ele favorece os ditames do capital e negligencia as demandas de sua responsabilidade. Nesse sentido o governo brasileiro se omite em implementar ações que combatam o desemprego que a muito afeta o País, fracassando, dessa forma, em manter a primazia do interesse público, papel ao qual, segundo o iluminista inglês Thomas Hobbes, é dever do Estado, selado por meio do contrato social. Portanto, os indivíduos ficam assim submetidos a um Poder falho que não lhes garante e nem assegura o comprimento de seus direitos sociais.
Destarte, faz-se necessário que o Ministério da Economia, responsável em cuidar e formular política públicas econômicas, promova projetos e empreendimentos que visem a geração de empregos a à população. Este deve ser feito por meio do investimento em obras públicas, subsídios e empréstimos, a fim de diminuir o desemprego estrutural que afeta o País. Ademais, o Estado deve, por meio de ações legais e execultivas, salvaguardar e defender as garantias dos trabalhadores e assim assegurar os direitos sociais dos brasileiros.