O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI
Enviada em 12/01/2021
O Super-Homem, idealizado pelo célebre filósofo Nietzsche, caracteriza o indivíduo capaz de livrar-se das amarras sociais. No entanto, quando se analisa o desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXII, percebe-se que o ideal proposto pelo está distante da realidade social de muitos indivíduos. Situações como essas são potencializadas ora pela inércia estatal aliado ao aumento do índice de violência, ora pelo êxodo rural.
Em primeira análise, fundamentando-se na Teoria do Corpo Biológico, proposta pelo sociólogo Émile Durkheim, a sociedade atual funciona como um corpo humano: é necessária a atuação de todos os órgãos em prol do seu pleno funcionamento. Contudo, o Poder Público configura-se como um órgão falho, uma vez que os investimentos destinados à programas que visem minimizar o desemprego e fortalecer as relações de trabalho, são ínfimos. Em decorrência, sem o devido amparo governamental muitos brasileiros são acometidos pelo desemprego, já que o Estado não amplia ações que possam tirar o Brasil desse índice tão elevado, como a criação de minicursos que possam orientar a população em como conseguir um emprego com mais facilidade e ter o discernimento da importância dos benefícios do emprego. Além disso, atrelado ao desemprego e a busca por melhores condições de vida fazem com que os indivíduos conheçam o mundo do crime, gerando ,assim, mais violência.
Outrossim, a crescente migração dos indivíduos do meio rural para o urbano é um fator determinante para a permanência do desemprego e das precárias relações de trabalhos entre os brasileiros. Esse panorama lamentável ocorre porque a maioria dos indivíduos participantes dessa migração possuem um grau de escolaridade deficitário e as empresas estão cada vez mais exigentes na formação de seus empregados, exigindo mão de obra qualificada. Nesse viés, muitos brasileiros são “obrigados” a serem seus próprios patrões para manter sua sobrevivência , com isso surge o trabalho informal e ,consequente, as suas consequências e as suas dificuldades, já que sem o trabalho formal, os cidadãos perdem alguns direitos, como o auxílio doença, salário maternidade, férias, perdendo assim os direitos essenciais ao ser humano.Diante do supracitado, urge que o Estado, por meio de verbas públicas, invista em minicursos ministrados por economistas, que orientem a população, em especial os mais jovens, acerca do benefícios do emprego e como conseguir com mais facilidade esse anteparo, com o intuito que menos pessoas sejam desempregas e os índices de violência sejam diminuidos. Ademais, é importante que os prefeitos das cidades fiscalizem locais periféricos e invistam em programas sociais destiandos a população de baixa renda, orientando e oferecendo trabalhos voluntários para esses cidadãos, com a finalidade de que menos pessoas sejam acometidas pela trabalho informal.