O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI

Enviada em 11/01/2021

O avanço da automação e o advento da globalização criaram ambiente favorável às disparidades sociais. Essa afirmação pode ser equiparada ao desemprego e as relações trabalhistas no século XXI, um produto da falta de oportunidades, sendo resultado inegável da negligência do Estado. Assim, é fundamental reconhecer que entre os fatores que fortalecem esse quadro, destaca-se o avanço das tecnologias no mercado econômico e a exigência de profissionais qualificados.

Primeiramente, o avanço da automação no mercado ecônomico fortalece o desemprego. Tendo em vista que a globalização é um processo que traz grandes avanços tecnológicos, a presença da mão de obra humana é, então, substituída pelas máquinas. Essa situação faz com que diminua-se os gastos com trabalhadores e aumente-se o lucro das grandes empresas, fazendo com que, cada vez mais, engrandeça-se os empregos informais, perpetuando, assim, com falta de leis que assegurem direitos e formalidade aos trabalhadores.

Em segundo plano, a exigência de profissionais qualificados revela o crescimento do desemprego e torna mais delicado as questões trabalhistas. Sabe-se que no Brasil, mais da metade dos cidadãos de 25 anos ou mais não concluíram a educação básica, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Cria-se, portanto, uma exclusão de parte da população ao acesso ao trabalho, fortalecendo, então, o desemprego e contribuindo com a desigualdade social e a falta de garantia de seus direitos.

Diante disso, percebe-se que essa questão do desemprego e relações trabalhistas em debate no século XXI passa por um problema de investimentos na educação e negligência estatal. Para isso, o Governo Federal deve criar um Programa Nacional de incentivo a educação, que garanta por meio de decretos nacionais, que uma parcela das verbas sejam destinadas à melhoria do ensino, que terá como objetivo a qualificação dos cidadãos, bem como facilitar sua inserção no mercado.