O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI

Enviada em 14/01/2021

Na música “Brasis” Seu Jorge faz uma crítica ao Brasil que é dividido em dois: um país bonito e outro que sofre com males como a falta de emprego. Nesse sentido, é notável que a realidade do desemprego e das relações trabalhistas no século XXI não destoam da música, uma vez que a falta de formação e os meios burocráticos para legalizar empresas colaboram para isso.

Primeiramente, ausência de qualificação compactua com o desemprego no século XXI. Nessa perspectiva, esse problema é fomentado pela pouca oportunidade de ingressar em uma universidade ou curso técnico para se manter qualificado a fim de atender as exigências do mercado de trabalho, dessa forma, o número de pessoas empregadas não cresce em virtude desse empasse.

Além disso, as dificuldades para efetivar uma empresa auxilia nas más relações trabalhistas. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, a demora para legalizar uma empresa impulsiona as informais. Desse modo, com a legislação demorada e muito exigente para alcançar a legalidade empresarial, faz com que as informais cresçam no Brasil.

Portanto, medidas são necessárias para erradicar a falta de informação e os meios burocráticos de legalização empresarial. Para isso, urge que o Ministério da Educação -órgão responsável pela educação- ofereça qualificação às pessoas que terminaram o ensino básico, por meio de cursos técnicos, com a finalidade de qualificar a sociedade para o mercado de trabalho. Ademais, o poder legislativo deve acabar com o percurso burocrático de legalização das empresas, mediante a uma elaboração de lei entregue a câmara dos deputados, a fim de melhorar as relações trabalhistas. Assim, o desemprego e as más relações trabalhistas no século XXI serão superados.