O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI
Enviada em 14/01/2021
No filme " tempos Modernos" o ator Charlin Chapplin retrata como , antigamente, na época do fordismo, havia a supervalorização do trabalho braçal em detrimento dos conhecimentos especializados. No Brasil atual, entretanto, diante do desenvolvimento capitalista, a necessidade do mercado inverteu tais fatores. Dessa forma, percebe-se um cenário caótico, no qual o desemprego e a fragilização das relações trabalhistas se dão devido ao precário sistema educacional e a crescente exigência da mão de obra diversificada, contexto problemático carente de uma reanálise governamental.
É importante destacar, primeiramente, que o déficit no sistema público educacional não é algo recente, o que impacta diretamente na vida profissional da população carente. Sob tal ótica, esse legado cultural excludente, o qual a falta de acesso a uma educação de qualidade priva muitos indivíduos de conseguirem espaço no emprego formal, é refletido em desemprego e/ou subempregos, como os camelôs nas cidades. Além disso, é possivel notar que a omissão do Estado contribui para esse quadro alarmante,segundo o jornal Carta Capital, frequentemente, o governador de São Paulo, João Doria,ordena as autoridades executivas para retirarem os vendedores ambulante das ruas. Logo, isso evidência que o poder público se atém mais aos efeitos do que as causas, haja vista a inexistência de políticas públicas que apoie essas pessoas.
Em segundo lugar, as exigência do mercado de trabalho atual requerem um profissional polivalente . Isso porque não basta o trabalhador ter especialidade em somente uma área, uma vez que a inteligência artificial tem extinguido muitas profissões, como a de porteiro e a de assistente de elevadores. Sendo assim, a ascensão de empresas sem vínculos empragatícios, sendo elas a “Uber” e o “Ifood”, por exemplo, têm atraído aqueles que não possuem uma segunda opção formal de trabalho com a ideologia de empreendimento pessoal. Contudo, as longas jornadas de trabalho, sem direito a férias e ao pagamento décimo terceiro configuram a coisificação do trabalhador, de acordo com Karl Marx, quando a normalização da exploracão do indivíduo é consumada.
Em suma, para mitigar o problema do desemprego e das relações trabalhistas, cabe à Receita federal disponibilizar parte dos impostos arrecadados ao governo Federal, ao qual parte do valor seja investida na melhoria da educação brasileira, com curso profissionalizantes nas escolas públicas,aos finais de semana,aberto ao público,contento profissionais de diversas áreas, a fim de capacitar o público em geral e prepará-los para o mercado de trabalho. Cabe também ao Ministério do Trabalho legalizar as profissões informais para ampliar a democracia e cidadania no Brasil, anulando assim esse impasse.
legalizar as demais profissões para perpetuar a democracia e cidadania no Brasil.