O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI

Enviada em 14/01/2021

Historicamente, a relação entre capital e trabalho moldou os aspectos socioeconômicos das metrópoles globais. Isso é evidenciado com o advento da Revolução Industrial que gerou mudanças nas condições trabalhistas e intensificou o desemprego no mundo. Nesse sentido, no cenário contemporâneo, os novos dilemas da economia são influenciados por esse evento sócio-histórico, uma vez que há desafios estruturais resultantes do crescimento desigual urbano no Brasil. Assim, a má gestão, como também o capitalismo, violam os valores de dignidade ética.

Nessa perspectiva, o acesso ao setor trabalhista é um fator deturpado no Brasil. Desse modo, no governo de Getúlio Vargas, os tralhadores tiveram direitos fundamentais, como o salário-mínimo, as horas reduzidas e a evolução das relações empregatícias. Esse contexto, após o fim da política getulista, gerou desemprego e o aumento do setor terciário informal, como os ambulantes  que vendem produtos sem licitação, devido a má gestão política em inviabilizar oportunidades e regulação do mercado de trabalho para a sociedade. Em virtude disso, a falta de condições dignas e de ampliação capital no país gera efeito negativo nos debates nacionais, pois o desenvolvimento econômico torna-se efetivo quando a população participa democraticamente.

Além disso, o processo capitalista desigual contribuiu para o desemprego brasileiro. Por conseguinte, na obra ‘‘O Cidadão de Papel’’, o intelectual Gilberto Dimenstein analisa que a dívida externa e a inflação econômica instituem problemas nas relações trabalhistas. Análogo ao autor, uma vez que se obtém déficit com países estrangeiros ,por consequência, é projetado o aumento do desemprego e da pobreza, em que a desvalorização do mercado nacional  fomenta em crises socioeconômicas e, por sua vez, os donos de empresas  passam a demitir os trabalhadores. Por isso, essa realidade é grave, porque enfatiza que o Estado age de modo incorreto ao desviar investimentos para o setor de emprego.

Logo, é evidente a importância de debater os empecilhos do trabalho. Portanto, urge o papel do Ministério da Economia em criar projetos assistenciais, por meio de conferências municipais, que incentivem o desenvolvimento econômico e a inclusão de indivíduos no mercado de trabalho. Isso será possível com a promoção de serviços públicos estatais em que deve haver disponibilização de cargos legitímos, salários dignos e de condições  trabalhistas constitucionais, a exemplo das férias remuneradas, destinadas aos marginalizados, os quais foram vítimas de crises e de inflações financeiras, a fim de atenuar esse problema. Dessa forma, os obstáculos perpetuados pela Revolução Industrial poderão ser questionados eticamente.