O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI

Enviada em 15/01/2021

O filme sul- coreano Parasita vencedor do Oscar 2020 narra a história da família Kim, na qual todos estão desempregados, e fazem o que podem para conseguirem se sustentarem. Dessa mesma forma o Brasil vive um cenário em que muitas pessoas estão desempregadas. Nesse sentido á fatores a serem observados como a crise econômica no Brasil e a falta de oportunidades de empregos para os jovens.

Num primeiro momento é preciso falar sobre a crise econômica que o Brasil vem enfrentando. Muitas dívidas externas com outros países, aumento dos impostos, inflação altíssima e corrupção política, todos esses fatores tem afetado á economia, a consequência é o grande número de empresas sendo fechadas e pessoas perdendo seus empregos, algumas sendo demitidas sem nenhuma indenização pelo tempo trabalhado. Um exemplo foi o fechamento da montadora de veículos Ford, nas cidades de Camaçari (BA), Taubaté (SP) e Horizonte (CE) motivado pelas perdas para a indústria automobilística. No caso da Ford, o número de veículos licenciados caiu de 196.330 em 2019 para 119.454 no ano passado, redução de quase 40%, o que pode ocasionar a demissão de quase 5 mil funcionários.

Além disso, outro fator que aumenta o desemprego é a falta de oportunidades para os jovens no mercado de trabalho. Muitos jovens terminam o ensino médio , um curso técnico, ou até mesmo o ensino superior mais quando vão buscar um emprego não conseguem, nos seletivos e nas entrevistas das empresas sempre pedem experiência de mínimo 6 meses, no qual quase todos não tem, uma deficiência no sistema de ensino e do mercado de trabalho, pois muitos desses jovens fazem estágios em empresas durante o ensino médio, técnico e superior mais não conta como experiência na carteira de trabalho, pois as mesmas não são assinadas pelas empresas, o estágio só serve como parte da grade curricular do curso.

Portanto, medidas cabíveis são necessárias para facilitar a entrada dos jovens no mercado de trabalho. Cabe ao Ministério da Economia juntamente com o Ministério da Educação criar um programa por meio de verbas do governo federal, em que os alunos do ensino médio, técnico e superior trabalhariam em empresas no período de sete meses com a carteira de trabalho assinada e recebendo um salário mínimo, o nome do programa seria Jovens Com o Futuro Certo ( JCFC). Assim facilitaria a entrada dos jovens no mercado de trabalho, pois os jovens teriam um dos requisitos que as empresas pedem que é a experiência, e as empresas ganhariam com funcionários motivados e qualificados.