O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI
Enviada em 17/01/2021
Com o avanço tecnológico e a crise econômica, foi possível se observar uma movimentação trabalhista bem expressiva, esta que ficou conhecida como a Uberização do trabalho (node dado em referência a empresa de transporte particular Uber), se caracterizou pois profissionais de diversas áreas, em meio ao desemprego, abriram mão de diversos benefícios e garantias previstos na CLT - Consolidação das Leis de Trabalho, para atuar em um modelo de trabalho sem garantias, porém de fácil ingresso e flexibilização, colocando a prova que a saída para conter do desemprego pode ser a não Atuação do estado.
As relações de trabalho no Brasil sempre foram alvos de críticas, a maioria delas vinda da classe empregadora. Os motivos mais recorrentes das queixas são o alto custo dos benefícios impostos e a falta de flexibilização de sazonalidade e carga horária. Isso ocorre pois as leis trabalhistas, visando garantir o bem estar da classe laboral, engessou os contratos de uma forma que, para garantir que todos os benefícios ali impostos sejam pagos, o salário e a carreira do empregado acabam ficando de Lado e com ela também a sua qualidade de vida, sendo quase impossível trabalhar, estudar e ainda se ter algum lazer durante um dia útil normal, pois não se tem como optar por uma carga menor ou maior na legislação atual.
É de certo que todas as regras e imposições da CLT tiveram o seu importante papel histórico em garantir direitos e impor deveres, diminuindo assim a desigualdade, porém, tomando como exemplo a crise de 2014 e a Pandemia do Covid - 19, o mercado informal foi a ferramenta mais eficaz em gerar empregos e garantir o sustento de muitos profissionais que,sem elas,não teriam ao que recorrer.
Portando, é de certo que uma nova reforma trabalhista precisa ocorrer, a legislação tem que ser atualizada pelo Ministério do Trabalho, que atualmente possui dados suficientes para a implementação de um programa progressivo de desburocratização, tornando assim uma aceitação mais fácil por parte do trabalhador, visando as garantias apenas para a manutenção do essencial, deixando que os empregadores e empregados tenham a opção de escolher o melhor para o seu momento de vida, gerando uma diversidade de trabalho, horário e salários.