O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI
Enviada em 18/05/2021
O filme “A procura da felicidade”, protagonizado por Will Smith, narra a história de um trabalhador americano que enfrenta grandes dificuldades na busca de um emprego melhor para reverter a crise financeira de sua família. Em consonância, no século XXI, a sociedade encara grandes dilemas a respeito do desemprego e das relações trabalhistas atuais. Sendo assim, infere-se que a falta de planos estratégicos por parte do Estado e a dificuldade de inserção dos jovens no mercado de trabalho, provocam o agravamento da problemática em questão.
Em primeira análise, observa-se que a falta de desenvolvimento de estratégias pelo Estado, para minimizar o desemprego no país, é um fator primordial para o aumento dessas taxas. Em contrapartida, as políticas implementadas pelo Estado são determinantes para a resolução do problema, como demonstrou o “New Deal”, que foi uma série de programas implementados pelo governo dos EUA na década de 30 para reestabelecer a economia americana. Assim, era previsto o investimento maciço em obras públicas, a fim de gerar milhares de empregos e movimentar a economia estatal. Portanto, a ausência do Governo Federal e de medidas econômicas, colaboram para que o Brasil continue com um dos maiores índices de desemprego do mundo.
Nessa perspectiva, pontua-se ainda que a falta de inserção dos jovens no mercado de trabalho é um dos dilemas do desemprego do século XXI. Dessa forma, de acordo com o IPEA, apenas 25% dos jovens de 18 a 24 anos conseguiram ingressar no mercado de trabalho, no entanto, 57% estão a mais de um ano desempregados. Isso é resultado da busca pelas empresas por trabalhadores que já possuem experiência, sendo assim, ainda de acordo com o IPEA, jovens sem experiência tem 64% a menos de chances de serem contratados. Com isso, o número de desempregados tende a acompanhar o aumento do número de jovens da geração nem-nem, que não estudam e nem trabalham.
Portanto, para reverter os problemas do desemprego e das relações trabalhistas atuais, é necessário a formulação de meios de intervenção. Primeiramente, o Governo Federal deve formular estratégias para fomentar o mercado de trabalho, por meio do repasse do investimento necessário para órgãos de pesquisa, como IBGE, e análise dos dados coletados, a fim de direcionar investimentos nas áreas corretas e criar novos empregos. Ainda, as empresas brasileiras devem oferecer maiores oportunidades de emprego aos jovens, por intermédio do aumento do número de vagas do programa “Jovem Aprendiz”, com o intuito de inseri-los no mercado de trabalho e desenvolver experiência. Assim, o número de cidadãos economicamente ativos irá aumentar e consequentemente a economia seria beneficiada.