O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI

Enviada em 21/06/2021

No século XVIII, surgiu a chamada Revolução Industrial, período que deu início a grandes avanços tecnológicos que acabaram tornando a mão de obra humana menos lucrativa em diversos setores industriais. Nesse contexto, milhões de pessoas acabaram ficando desempregadas, situação que infelizmente se reflete até hoje na população brasileira. Consequentemente, o desemprego estrutural começou a afetar as relações socioeconômicas e muitas pessoas passaram a buscar por trabalhos informais para a obtenção de fonte de renda.

Incontestavelmente, a dificuldade de inserir no mercado de trabalho afeta profundamente as questões sociais e econômicas do desempregado. No filme “A procura da felicidade” conta a história de um pai solteiro que ficou desempregado e passou a dormir em abrigos após ser despejado devido problemas financeiros, a partir daí relata toda a trama em busca de um trabalho. Na nossa sociedade não é diferente, muitas pessoas vivem em situações precárias por falta de emprego, e a cada dia fica mais difícil encontrar um, pois as empresas buscam profissionais qualificados, o que evidencia ainda mais a desigualdade social. Dessa forma, pessoas desprovidas de estudos técnicos começam a buscar novos meios para se sustentarem.

Diante disso, destaca-se uma maior procura por trabalhos alternativos. Conforme dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), existem mais de 300 milhões de trabalhadores informais no mundo. Sendo que mais de 30 milhões são brasileiros. Esses trabalhos informais provocam uma queda brusca na qualidade de vida das pessoas, pois o profissional não tem um salário mensal garantido e não está amparado pelas leis trabalhistas. O que evidencia a necessidade do aumento da taxa de empregabilidade e da igualdade econômica entre os cidadãos brasileiros.

Concluindo, visando amenizar o desemprego da população brasileira, cabe a realização de ações efetivas. Inicialmente o Ministério da Educação juntamente com o Ministério do Trabalho devem oferecer cursos e qualificações, por meio de programas sociais, oferecendo bolsas a população mais pobre, com a finalidade de inserir mais brasileiros no mercado de trabalho. Ademais, o Ministério do Trabalho deve reformular as leis trabalhistas para dar suporte aqueles que se encontram no mercado informal. Logo, tornando o Brasil um país mais justo e igualitário.