O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI
Enviada em 02/08/2021
“A pior cegueira é a mental, que faz com que não reconheçamos o que temos a frente.” A afirmação do autor português José Sarango, pode associar-se com as relações trabalhistas em debate no século XXI e o desemprego, uma vez que é notório a debilidade reflexiva das diferentes formas de emprego. Por essa perspectiva, é importante notar que a desvalorização de recursos de apoio e o preconceito social por diferentes formas trabalhistas influenciam para grande parte dos desempregos. Por isso, é necessário ações de ajudas governamentais a fim de mitigar essa mazela.
Em primeira análise, é notório a precariedade de recursos de apoio dos trabalhos informais. No Brasil, 30 milhões de pessoas se sustentam através de empregos informais, como os camelôs e pequenas empresas, entretando, é evidente a desvalorização governamental, afinal, é escasso sindicatos e leis para incentivo e apoio desses trabalhos. Portanto, é fundamental investimentos de auxílio aos trabalhadores dessa área.
Outrossim, é válido salientar que o padrão social de trabalho dificulta na valorização desses empregos. Isso pode ser explicado pelo teórico Pierre Bourdieu, o qual afirma que todas as minúncias de um indivíduo constituem simbologias que são constantemente analisadas pelo corpo social, isto é, o preconceito transpassado por empresas de grande porte em relação a pequenos trabalhadores é visível, afinal, a oportunidade é restrita pela popularidade dos grandes empreendimentos.
Sendo assim, é fundamental destacar que a causa de grande parte dos desempregos tem como causa a desvalorização de recursos de apoio e o preconceito social de diferentes trabalhos. Portanto, para que essa realidade mude, é preciso que o governo federal atue por meio do Plano Nacional de Empregos, que deve, a partir da Secretaria Nacional do Trabalhador intensificar oportunidades de pequenos empreendedores, a fim de viabilizar o acesso a oportunidades de investimentos, e desconstruir a visão preconceituosa por pequenas empresas comparadas a outras populares. Assim, a afirmação de José Camargo não mais será a representação do comportamento governamental diante essa violação de direitos básicos.