O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI

Enviada em 01/08/2021

As relações atuais de trabalho, construídas ao longo dos anos após o início da Revolução Industrial, se definem como uma enorme divisão global de serviços e pela utilização de uma malha mecânica para a realização mais eficiente das tarefas. Essa modificação do sistema feudal para industrial agiu também na alteração das relações laborativas. Já é de se esperar, portanto, que o mercado trabalhista de países subdesenvolvidos, como o Brasil, sofra para adaptar-se a tais remodelagens, tendo em vista todos os impasses existentes para um total engajamento econômico da população.

Primeiramente, é necessário a analise acerca da estrutura do modelo laboral atual. Antes da revolução industrial, o trabalho humano era destinado a escravos ou servos, não existiam conjunturas protetivas estatais que o regulamentassem, como visto atualmente com o surgimento do trabalho assalariado e garantia de direitos aos contratados. O que difere a massa proletária industrial da massa existente na contemporaneidade é a possibilidade de educação, qualificação, o que levanta discussões acerca da possibilidade de o empregado ser capaz ou não de negociar diretamente seus direitos com o empregador, sem a regência absoluta do Estado, como era ocorrido nos primeiros anos do sistema capitalista hoje existente.

Por outro lado, essa ideia carece de um escopo praticável, principalmente quando analisado em cenários como o brasileiro. Uma vez que entre os principais motivos para a alta do desemprego no Brasil está justamente na falta de escolarização da mão de obra. As, cada vez maiores, exigências que devem ser exercidas tanto pelos empregadores, como o alto custo de mantimento de um servidor, quando pelos empregados, como as exigências cada vez maiores de capacitações diversas, não conseguem ser supridas em países com estruturas econômicas atrasadas no processo de industrialização global.

Logo, como forma de resolução dos impasses antes citados, é cabível ao Ministério da Economia, junto ao Ministério do Trabalho e a camada legislativa pública realizarem reuniões com o objetivo de formulação de projetos que auxiliem para uma melhor comunicação entre empregador e empregado, sem que os direitos básicos dos últimos sejam removidos. Assim como é necessário o efetuamento de cursos públicos básicos, para uma qualificação dos trabalhadores que não possuíram oportunidades, por meio de um projeto entre o Ministério da Educação e ONGs que já busquem esse propósito.