O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI
Enviada em 30/07/2021
No romance escrito por Aluizio de Azevedo “O cortiço” mostra que as relações trabalhistas da época foram muito bem exemplificadas. João Romão, conseguiu mudar de classe social com sua força braçal. Analogamente a modernidade prega que é através do trabalho que a nação crescerá. Todavia, percebemos que o desemprego está aumentando em grandes proporções no século XXI. Com isso, surge a necessidade de debater sobre o tema como garantir o emprego e boas relações trabalhistas na atualidade.
Em primeira análise, é importante destacar que no último século houve um grande aumento da população mundial. Isso gera a necessidade de aumento da oferta de empregos. Porém, não é possível aumentar as vagas de emprego formal na mesma proporção que o aumento populacional e com isso sempre haverá um déficit de vagas. Segundo pesquisas, para sanar esse problema a população desempregada está migrando para a realização de trabalhos informais, sem carteira assinada e assim, a arrecadação de tributos da nação está diminuindo.
Além disso, é válido destacar , que fatores que dificultam a resolução desse impasse. O governo impõe altas taxas tributárias e faz com que pessoas prefiram realizar tarefas informais como os vendedores camelôs. Ainda, as leis trabalhistas brasileiras estão desatualizadas, não respeitando as mudanças ocorridas na sociedade e não contemplando a maioria das relações de trabalho atuais, exigindo alta carga e inflexibilidade de horário, trabalhos insalubres e baixa remuneração. E de acordo com o filósofo Miral Pereira o desemprego nos deixa sem graça.
Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para resolução desse impasse. Para Paulo Freire “A educação muda as pessoas e as pessoas mudam o mundo”.Por isso, o Ministério da Educação juntamente com o Ministério do Trabalho devem oferecer cursos e qualificações que o mercado de trabalho necessita para que seja absorvida grande parte da mão de obra formada nas escolas.Pois ,Quando um operário subiu a rampa do Palácio do Planalto cresceu-se a esperança de um novo Brasil para os trabalhadores, mas paradoxalmente fez-se o céu para os capitalistas e o inferno para os trabalhadores.