O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI
Enviada em 28/07/2021
A teórica política alemã, Hannah Arendt, utiliza a expressão “banalidade do mal” para traduzir o formato trivial de instalação de problemáticas em sociedades contemporâneas. Essa perspectiva, analisada pela pensadora, simboliza claramente o comportamento da sociedade diante do desemprego e as relações de trabalho, já que é justamente a habilidade frente à questão que a agrava e a aprofunda no corpo social brasileiro a exemplo do que ocorre com a dificuldade de conseguir uma vaga de trabalho formal. Nesse sentido, é notório que os principais fatores que conduziram a atual situação crítica em que se encontra as relações trabalhistas são a negligência governamental e a ausência de informação.
Diante desse cenário, é possível observar que a ineficiência governamental tem íntima relação com o crescimento do trabalho informal. Sob uma perspectiva do filósofo São Tomás de Aquino, em uma sociedade democrática, todos os pertencentes são dignos e têm a mesma importância, além dos direitos e deveres que devem ser garantidos pelo Estado, entretanto, isso não ocorre, pois, o
desemprego abriu barreiras para o crescimento do trabalho informal, ou seja, sem a carteira de trabalho e sem direitos trabalhistas para a população. Em vista disso, a dificuldade de acesso ao mundo do trabalho formal por conta da burocracia, gera mercados informais. Desse modo, faz-se a mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Outrossim, observa-se que a ausência de informação possui estreita ligação com as relações de trabalho. Nesse contexto, o silenciamento sobre os direitos trabalhistas faz com que o povo aceite qualquer vaga de emprego sem o conhecimento de que não terá nenhum benefício, mas a falta de emprego no mercado de trabalho acarreta na busca por essas pessoas por qualquer emprego para que tenha no mínimo uma renda por mês para sobreviver. Destarte, tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a falta de informação na sociedade e a carência de vagas de trabalho contribuem para a perpetuação desse cenário caótico.
Torna - se imprescindível, portanto, a mudança desse cenário preocupante a respeito da falta de emprego. Para tanto, urge uma atuação do Ministério do Trabalho, por meio da fiscalização dos direitos trabalhistas na realização de medidas favoráveis a população. Tal medida deve ser implantada a fim de que os direitos sejam igualados, assim haverá maior equilíbrio do mundo do trabalho. Ademais, é necessário que palestras sejam realizadas para que a população obtenha maior conhecimento quanto a seus direitos. Só assim será possível que a evolução aconteça de fato.