O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI

Enviada em 02/08/2021

Com o advento da 3º Revolução Industrial, o trabalho humano foi em grande parte substituído por máquinas e robôs, já que o acesso às tecnologias proporcionou maiores produções em menos tempo de trabalho, o que resulta num aumento significativo do capital lucrativo. Tal fator foi o agente decisivo para a consolidação do chamado desemprego estrutural vigente na sociedade moderna, com ênfase aos países emergentes, o que resulta no aumento de trabalhos informais, os quais não garantem ao trabalhador o direito das leis trabalhistas.

É notório que o uso das tecnologias nos meios de produção tende a crescer cada vez mais no decorrer do tempo, pois o mundo globalizado está inserido num mercado de trabalho extremamente competitivo onde há necessidade de ampliação dos lucros. Além disso, há carência de uma mão de obra qualificada para operar as máquinas, porém a inserção de indivíduos nesse meio é comprometida, afinal, grande parte da população não possui condições para tal especialização e nem o devido incentivo educacional, portanto não conseguem bons cargos.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho, existem, no Brasil, mais de 30 milhões de trabalhadores informais. Tal dado torna indiscutível o fato do governo não investir em medidas que proporcionem o acesso a devida qualificação necessária ao trabalhador, que acaba tirando seu sustento do trabalho informal, aumentando ainda mais a desigualdade enraizada na sociedade.

De acordo com as informações citadas, é de suma importância que o governo federal invista em programas de capacitação da população, bem como a criação de campanhas públicas que os informe sobre a importância de tal feito para suas vidas, desse modo, não só evitando o desemprego e consequentemente o trabalho informal, mas também garantindo a consolidação das leis trabalhistas de forma  justa e eficiente.