O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI
Enviada em 30/09/2021
Conforme o economista Milton Friedman, “Nós temos um sistema (político) que aumenta impostos sobre trabalho e subsidia o não-trabalho”. Dessa forma, percebe-se que há no Brasil o constante aumento da falta de emprego, desencadeando corolários negativos no desenvolvimento dos centros urbanos, além da falta de ações públicas para resolver tal problemática. Isso ocorre devido a divergências socioeconômicas existentes e assim transparece como formas de informalidade no trabalho na sociedade contemporânea.
Na primeira análise, é relevante ressaltar os empecilhos que levam ao crescimento da taxa de desemprego, dificultando, assim, uma nova perspectiva de vida. Na realidade, esse cenário socioeconômico impossibilita qualquer forma de remanejamento coletivo. Além disso, como as questões de corte de gastos em geral, uma exacerbada mecanização do trabalho, a ausência de um bom acesso escolar impossibilitando a capacitação profissional de qualidade e a atual crise econômica dificultam a redução do número de pessoas desempregadas. Dessa forma, sempre haverá o desafio de ampliação de vagas de trabalho a ser solucionado pelo Estado e pela sociedade.
Em segunda análise, é inegável o surgimento de novas formas de trabalho, em consequência do desemprego enraizado no país. Com a Revolução Industrial a partir da segunda metade do século XVIII, houve a intensificação do ideal de trabalho e consumo e assim ao longo dos anos, com uma menor demanda de emprego, passou a surgir sem um contrato formal de trabalho atender a essa perspectiva capitalista . Assim, atualmente é visível o aumento de modalidades de emprego doméstico sem um contrato, além das cooperativas de trabalho e dos autônomos, como algumas das formas de subemprego. No Brasil, nos últimos anos, é notório a negligência do governo em efetivar ações para resolver este óbice social.
Destarte, uma convicção do melhoramento de ações para ampliar as políticas públicas a respeito do trabalho informal ainda precisa ser efetivada. Portanto, é necessário que o governo brasileiro, responsável pelos interesses administrativos em todo o território nacional, disponibilizar a devida atenção a essa problemática, ao reduzir os impostos e à burocracia ao fim de reduzir a carga tributária imposta. Dessa forma, haverá uma oportunidade nacional de igualdade e vida justa, com a devida legislação do trabalho.