O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI
Enviada em 04/08/2021
O quadro “Os Operários”, de Tarsila do Amaral, revela a realidade dos trabalhadores na época da industrialização brasileira, seus rostos frios denunciam a exploração e a falta de direitos dessa classe. Ao sair do universo artístico, infelizmente, a realidade dos trabalhadores brasileiros do século XXI se assemelha com a obra de Tarsila, a massificação dos assalariados e a exploração faz com que o número de desempregados aumente. A partir desse contexto, é válido pontuar a origem do problema, bem como a maior consequência do desemprego na atualidade.
Com efeito, é válido pontuar que a falta de mudanças e a negação dos direitos fazem parte da origem das novas relações trabalhistas. Isso acontece, porque, com base nos estudos do sociólogo Florestan Fernandes, a dependência colonial e a dependência do capital externo fazem com que a sociedade seja mais resistente às mudanças laborais. Sob esse viés, nota-se que a persistência de costumes antigos atrasa novas mudanças na esfera trabalhista, essa explicação pode, ainda, ser empregada para os desvios dos direitos dos trabalhadores, os quais são muitas vezes negligenciados e esquecidos por causa dessa colonial, que insiste em diminuir o assalariado. Tal questão pode ser enfatizada pela fala da historiadora Lilia Schwarz, “nosso presente está cheio de passado”.
Convém pontuar, ainda, que o maior efeito do trabalho é a nova relação trabalhista, o emprego informal. Isso acontece, porque o emprego informal traz uma falsa perda de liberdade, a qual o trabalhador pode escolher o próprio horário de trabalho, porém fica bem mais difícil conquistar os mesmos benefícios carteira da assinada, como o décimo terceiro, a garantia da aposentadoria entre outros , essa situação é maléfica tanto para o trabalhador informal quanto para uma sociedade. Prova disso são os dados da ONU, os quais revelam, não por acaso, que os países de maior IDH do mundo, tais como Dinamarca e Noruega, são os que priorizam, de maneira equitativa, o desenvolvimento econômico em consonância com o bem-estar social, diferentemente do que acontece no Brasil.
Portanto, perceba-se uma urgência em resolver a questão do desemprego e suas consequências. Assim, é fundamental que o Poder Executivo Federal, mais especificamente o Ministério da Economia, destina mais recurso financeiro para melhorar as condições dos trabalhadores informais no Brasil. Tal iniciativa ocorrerá por meio da implantação de um Plano Nacional de Combate ao Desemprego, o qual irá funcionar como instrumento de orientação para decisões auxiliares de maneira equitativa. Nesse orçamento, o Plano Diretor Nacional será utilizado a fim de reconhecer como necessidade dos trabalhadores de todos os 5.570 municípios. Afinal, os assalariados do século XXI não explorou mais se assemelhar com a obra de Tarsila.