O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI

Enviada em 02/09/2021

Atual e preocupante, o desemprego e as relações trabalhistas é motivo de preocupação para a conjuntura do país. Nesse sentido, tanto a substituição de trabalhadores por máquinas em fábricas, quanto o grande número de pessoas trabalhando sem que tenha registros oficiais, demonstram a permanência dessa discrepante desigualdade social tão presente no Brasil. Logo, providências fazem-se urgentes para atenuar a problemática.

Em primeiro plano, nota-se que desde a 3º Revolução Industrial o mundo todo tem passado por uma grande mudança de modernização nas indústrias e, portanto, a mão de obra maquinaria tem se tornado cada vez mais comum visto que terá uma maior taxa de produção e um menor custo, porém isso gradualmente afeta a classe dos trabalhadores já que é preciso apenas poucos operários para manejar as máquinas. Seguindo essa linha de raciocínio, é necessário uma maior qualificação e especialização profissional vindo dos currículos dos empregados, visto que há poucas vagas para muita concorrência. No entanto, devido às diversas questões econômicas, o aperfeiçoamento do currículo é considerado uma missão custosa e complexa.

Ademais, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), existem mais de 30 milhões de trabalhadores informais no Brasil. Esse fato é derivado pela alta taxa de juros, a inflação e da burocracia necessária durante o processo para assinar a carteira, por conseguinte, essa dificuldade é também é ocasionado pela camada social que não conseguiu o devido grau de educação escolar, o que dificulta a garantia de um emprego formal. Todo esse procedimento afeta a classe mais baixa da sociedade, já que o indivíduo menos qualificado ou não incluído no processo formal nos registros recebe uma menor remuneração, contribuindo com a disparidade econômica.

Portanto, ações normativas são imprescindíveis sobre o desemprego e as relações trabalhistas no século XXI. Diante disso, para que o índice de desemprego diminua, cabe ao governo e ao Estado investirem em obras públicas – tais como o plano Pró-Brasil, que tem como objetivo evitar uma escala maior de desemprego e estimular o crescimento econômico brasileiro. Além disso, é necessário uma mudança legislativa para garantir o seguro-desemprego melhor remunerado, para que a pessoa consiga viver sem dificuldades até conseguir um novo emprego.