O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI

Enviada em 03/09/2021

De acordo com a Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro, o trabalho é um direito econômico-social fundamental do indivíduo. Contudo, essa não é uma realidade da sociedade brasileira, visto que o índice de desempregados são alarmantes. Sob tal ótica, o desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI merecem amplas discussões, haja vista que houve a substituição da mão de obra humana pelas máquinas, além de promover o aumento da pobreza e desigualdade social no país. Destarte, urge a tomada de medidas eficazes a fim de melhorar o âmbito socioeconômico no Brasil.

Deve-se destacar, inicialmente, o processo da Primeira Revolução Industrial ocorrida na Inglaterra, em meados do século XVII. Durante esse período, ocorreu os primeiros avanços tecnológicos e científicos do mundo que, evidentemente, foram cruciais para a evolução até a época hodierna. No entanto, diversos funcionários foram extremamente prejudicados com tal avanço, porquanto foram suprimidos do trabalho industrial que exerciam e, muitas das vezes, sem nenhuma remuneração. Sendo assim, a introdução dos direitos trabalhistas é indispensável, dado que será o responsável por transformar situações adversas em oportunidade e, garantir de maneira geral, o espaço do homem no ambiente de trabalho. Logo, condutas interventivas devem ser legitimadas a fim de atenuar o óbice.

Outrossim, é fulcral ressaltar a disparidade econômica existente na sociedade brasileira. Nesse norte, segundo o relatório divulgado pelo PNUD- Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Brasil está entre os dez países mais desiguais do mundo. Diante disso, seguindo as informações retratadas, esse fato reflete propriamente a atual situação do país. Nessa perspectiva, o constante crescimento do desemprego influencia diretamente no aumento da desigualdade social, posto que os indivíduos migram de classe social automaticamente e, nessa conjuntura, expõe de maneira clara a discrepância entre a realidade vivida pelos patrões e os demais indivíduos da sociedade. Por conseguinte, há primordialidade latente de traçar estratégias para resolver o impasse.

Diante do exposto, é imprescindível a adoção de novas medidas para resolver o óbice. Logo, cabe ao Estado, principal promotor da harmonia, junto ao Ministério do Trabalho e Previdência, promover maior inserção dos indivíduos no mercado de trabalho, além de realizar mudanças nas leis trabalhistas, buscando viabilizar uma melhor remuneração, para que, em casos de demissão do trabalhador, esse consiga viver de maneira adequada, por meio de verbas públicas, na qual haverá a expansão das ofertas de emprego, com o intuito de melhorar o cenário do operário no Brasil. Afinal, torna-se insustentável uma sociedade que adota medidas paliativas em vez de prevenir e curar seus males.