O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI

Enviada em 04/09/2021

Desde a terceira revolução industrial, a força de trabalho passou por grandes mudanças. Foi durante este período que os robôs foram incorporados ao processo de produção e, em alguns setores industriais, a rentabilidade do trabalho humano foi cada vez menor. Logo, empregos que antes pertenciam a humanos foram substituídos por máquinas cada vez mais técnicas e eficientes. Assim, o desemprego estrutural afetou diretamente as relações socioeconômicas e, segundo dados do IBGE, a taxa de desemprego no Brasil chega a 6%.

Obviamente, se o uso de robôs é lucrativo, ele tende a crescer. Dito isto, o ambiente de trabalho tornou-se mais competitivo porque há menos vagas e mais trabalhadores livre. Para solucionar esse problema, aumenta a pressão para a produção de currículos mais atraentes, o que faz com que os funcionários necessitem de melhor qualificação profissional. Entretanto, devido ao impasse econômico, melhorar o currículo é uma tarefa difícil.

Ou seja, o desemprego de quem não consegue entrar no mercado agrava a desigualdade social. Por exemplo, por falta de tempo ou dinheiro, matricular-se em cursos de inglês e informática não é viável. Como resultado, os indivíduos com menor qualificação ao entrar no mercado ocupam cargos de baixa remuneração, criando uma lacuna econômica. Para tanto, medidas devem ser tomadas não apenas para garantir o emprego da população, mas também para reduzir a desigualdade.

Em suma, para reduzir a taxa de desemprego, é necessária a intervenção do Estado. Para garantir empregos principalmente para os mais pobres, o estado deve investir em obras públicas, assim como durante a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Portanto, a oferta de empregos se expandirá. Além disso, o legislativo precisa fazer alterações na CLT para obter um seguro-desemprego mais bem pago. Desta forma, os cidadãos não ficarão desamparados quando forem despedidos, não podem comprar uma casa ou não podem viver. Portanto, após tomar essas medidas, o Brasil se tornará um país mais justo e igualitário.