O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI

Enviada em 14/10/2021

A partir do século XVIII, a Revolução Industrial implicou o desemprego em massa, não só na Inglaterra, mas em todos os cantos onde as máquinas chegaram. Assim, o homem, que antes vendia apenas a força física, perdeu o valor capital. Hoje, a 4ª Revolução Industrial, a Tecnológica, atinge o trabalhador contemporâneo – os robôs, em grande escala, já estão desbancando o trabalho braçal dos seres humanos. Com efeito, é evidênte a necessidade de melhorias no que tange ao desemprego e as relações trabalhistas no século XXI, que persistem influenciadas pela desigualdade social presente no mercado e pelo processo de informalidade do trabalho.

Convém ressaltar, a princípio, que a substituição da mão de obra humana por robôs se tornou mais atrativa para o capitalismo. Nesse sentido, o trabalho desempenhado pelos indivíduos passou a ser intelectual, ou seja, há a necessidade de especialização para exercer tais cargos. Entretanto, em uma sociedade marcada pela desigualdade social, é notório que pessoas de classes mais carentes tenham dificuldades, por exemplo, de se aperfeiçoarem com cursos de inglês e de informática, visto o custo e o tempo que precisam dispor. Dessa forma, com a alta competitividade e pressão presente no mercado de trabalho, aqueles que não possuem capital, tempo e oportunidade para se qualificar, perdem espaço perante a máquinas e a pessoas com dezenas de anos de estudos.

Ademais, vale ressaltar, também, que a imcapacidade de realizar graduação e cursos de aperfeiçoamento profissional, contribuem para o trabalho informal. Sob essa lógica, segundo dados da PNAD Contínua, a taxa de desemprego no Brasil é de quase 15%. Nesse cenário, empregos como “Uber”, revendedor “Avon” e entregador de comida são fortemente procurados, pois se apresentam como únicas opções de sobrevivência. Entretanto, tais empregos carecem de direitos trabalhistas, como falta de horário pré-definido, de salário fixo e carteira de trabalho. Dessa forma, o indivíduo é, infelizmente, obrigado a fazer parte desse estilo de trabalho que não lhe traz a miníma dignidade.

Logo, medidas são necessárias para diminuir o desemprego presente no Brasil. Portanto, é preciso que o Ministério da Educação, juntamente com as empresas das cidades, desenvolva projetos nas escolas que capacitem os alunos para o mercado de trabalho, por meio de atividades, cursos, “workshops” e palestras com os CEOs das empresas parceiras do projeto. Além disso, tais eventos não devem ser limitados apenas aos alunos, mas sim abertos a todos que desenjam, por meio da educação, aprender novas habilidades, a fim de desenvolver na sociedade a capacidade necessária para o mercado de trabalho. Assim, será possível reduzir a taxa de desemprego e utilizar o que a tecnologia tem de melhor para oferecer.