O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI

Enviada em 29/10/2021

A obra cinematográfica “À Procura da Felicidade”, protagonizada pelo ator norte-americano Will Smith, retrata os desafios financeiros e familiares vividos pelo personagem Chris Gardner. Desse modo, a trama revela os obstáculos enfretados pelo protagonista para conquistar o seu sucesso profissional. Fora das telas,  é fato que, no Brasil, a sociedade tem encarado altas taxas de desemprego e diversos  problemas trabalhistas. Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas desse problema, dentre as quais se destacam a automatização de vários setores e a ausência de flexibilidade da legislação.

Em primeiro lugar, faz-se necessário lembrar que a Constituição Federal, homologada em 1988, garante, no artigo quinto, que o trabalho é um direito inerente ao homem. Não obstante, na prática o desemprego tem assolado a população, uma vez que a tecnologia vem se desenvolvendo e substituindo a mão de obra humana. Consoante a isso, de acordo com uma pesquisa feita pelo Banco Central, em 2020, foram fechadas aproximadamente 430 agências bancárias, em virtude do surgimento dos bancos digitais. Logo, fica claro que a automatização  de processos faz com que muitas profissões se tornem obsoletas, dessa forma, aumentando o índice de desemprego.

Além disso, o excesso de leis trabalhistas tornam as relações profissionais mais difíceis no território brasileiro. De forma antagônica, segundo dados do IBGE, a taxa de desemprego nos EUA é menor que no Brasil, devido à flexibilidade das leis, jovens, mães solteiras, e pessoas inexperientes, conseguem mais facilmente um emprego. Nesse sentido, parafraseando o sociólogo Bauman, a modernidade é líquida, isto é, há fluidez e transformação em todos aspectos da vida. No entanto, a burocracia da legislação brasileira está engessada, em contra mão da modernidade, pois continua aumentando o custo do trabalho, assim, diminuindo a competitividade das empresas e a geração de empregos no país.

Portanto, fica evidente que medidas devem ser tomadas para mitigar o desemprego e os problemas das relações de trabalho. Por conseguinte, é imprescindível que o Ministério do Trabalho- entidade representativa do Poder Executivo- ajude a capacitar indivíduos, por meio de cursos e estágios para que se adaptem as novas tecnologias. Ademais, é fundamental que o Congresso Nacional, desburocratize os processos de contratação e flexibilize as leis trabalhistas, a fim de melhorar as relações profissionais e fomentar a admissão de empregados. Com isso, o desemprego no Brasil diminuirá e mais pessoas terão o seu espaço no mercado de trabalho