O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI
Enviada em 15/11/2021
Hannah Arendt defende que “a essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos”. No entanto, a afirmação apresentada pela filósofa alemã é rompida na questão do desemprego e das relações trabalhistas em debate no século XXI, uma vez que os indivíduos se retiram do emprego, pois estão desmotivados ou procuram trabalho, mas não encontram. Então, deve-se traçar estratégias a partir da atuação das causas do problema: a influência na mentalidade social e a lacuna de representatividade.
Dessa forma, em primeira análise a interferência na mentalidade social é um desafio presente no problema. A esse respeito, para o sociólogo Zygmunt Bauman, “não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas”. Tal perspectiva aponta para a responsabilidade individual de mudar o pensamento coletivo sobre o desemprego e as relações trabalhistas no século XXI, visto que, pela influência na mentalidade, algumas empresas, por exemplo, podem não proporcionar uma qualidade de trabalho decente para o funcionário e isso provoca baixa produtividade em um ambiente corporativo. Nesse contexto, a desigualdade social torna-se uma realidade e com isso tem o potencial de aumentar o índice de indivíduos que se afastam do estabelecimento. Assim, é preciso suscitar a ação individual para a construção social desejada.
Igualmente, destaca-se a carência de representatividade como outro entrave no que tange o problema. Acerca disso, o filósofo alemão Jürgen Habermas reconhece que “a linguagem é uma verdadeira forma de ação”. Porém, a um hiato absurdo na exibição de cidadãos desempregados e as relações trabalhistas no século XXI, dado que, pela lacuna representativa, os indivíduos que, muitas vezes, não possuem qualificação profissional, frequentemente, recorrem ao trabalho informal, o qual não necessita de carteira assinada, com a intenção de auxiliar na renda familiar. Posto isso, associado a escassez de recursos e instabilidade socioeconômica, são alvo de descriminação e desrespeito por parte da sociedade. Logo, é fundamental o uso de atitudes para modificar a situação.
Portanto, é indispensável intervir sobre a questão. Para isso, o Ministério da Justiça, em conjunto com o Ministério da Educação, deve fiscalizar, proporcionar palestras e leis mais rígidas, por meio de ações socias e entrevistas com especialistas no assunto, a fim de conscientizar e atualizar a mentalidade social acerca do desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI, para que ocorra a garantia no direito do cidadão em condição de desemprego. Tal ação pode, ainda, ser divulgada pela mídia de massa para atingir mais pessoas. Paralelamente, é essencial intervir sobre a falta de representatividade presente no problema. Dessa maneira, será possível lidar da melhor forma com essa crise, como defendeu Arendt.