O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI
Enviada em 17/11/2021
A partir da Revolução industrial, diversos povos passaram por profundas transformações não só sociais como, principalmente, econômicas. Embora a sociedade brasileira atual apresente contornos específicos, ainda é possível visualizar o legado presente na questão da contribuição do desemprego e as relações trabalhistas no século XXI. Sendo assim, é preciso que estratégias sejam aplicadas para melhorar essa situação, que possui como causas: à lacuna educacional e a falta de investimento em infraestrutura. Deve-se pontuar, de início, que o desemprego na sociedade brasileira, ainda apresenta empecilhos, devido as condições de acesso à lacuna educacional. Nesse sentido, na obra ‘’ Pedagogia do oprimido’’, o filósofo Paulo Freire, defendeu que o papel primordial da educação no processo de conscientizar a população é levá-la ao senso crítico. A partir da proposta, desenvolvida pelo patrono da educação brasileira, fica nítida a importância da intervenção do Estado em ampliar o investimento em educação de base e superior, para que indivíduos tenham uma formação profissionalizante e possam se ingressar no mercado de trabalho para emergirem socialmente e terem melhores condições de vida. Assim, não é razoável que o papel original da educação seja subvertida no Brasil. Outrossim, surge a questão da negligência do poder estatal o que intensifica a gravidade do estorvo. A Constituição Federal de 1988 é a lei básica brasileira que busca garantir a integridade dos seres vivos e do ambiente em que estão inseridos. No entanto, essa legislação não tem sido suficiente no que se refere ao desemprego e as relações trabalhistas, o Poder público se mostra incapaz de estender o direito constitucional aos grupos que vivem às margens da sociedade e necessitam de empregos sem uma escolaridade completa, a exemplo daqueles de baixo prestígio social. Assim, a lei sendo enfraquecida dificulta-se a resolução desse impasse. Dessa forma, o Ministério Público e o Tribunal de Contas da união deve fiscalizar o destino dos investimentos brasileiros, a fim de remanejá-los a regiões que mais necessitam. Para que tal destinação, seja coerente com a realidade brasileira, estes órgãos podem criar consultas públicas nas quais a população possa interagir e apontar questões como o desemprego e as relações trabalhistas no século XXI, que precisam ser resolvidos com urgência. A partir dessas ações, espera-se promover a construção de um Brasil melhor.