O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI

Enviada em 20/11/2021

A Constituição Federal de 1988 - documento jurídico mais importante do país - prevê, em seu artigo 6°, o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Contudo, tal prerrogativa não tem se manifestado com ênfase na prática quando se observa o desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Nesse âmbito, em virtude do falta de debate e do legado histórico, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a questão da escassez de debate presente no Brasil. Nesse âmbito, Segundo o sociólogo alemão Habermas, a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Nesse contexto, para que uma problemática como a do desemprego e as relações trabalhistas na atualidade seja resolvida, faz-se necessário debater sobre. No entanto, percebe-se uma lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é muito silenciada, uma vez que raramente os veículos midiáticos abordam esse problema de modo eficaz e ,por conseguinte, a situação do desemprego e as conexões do trabalho continua sem resolução, o que torna esse cenário ainda mais complexo . Assim, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele.

Outrossim, vale salientar a herança histórica como um fator impulsionador da problemática no país. Segundo o filósofo francês Claude Lévi-Strauss, só é possível interpretar adequadamente as ações coletivas por meio do entendimento dos eventos históricos. Nesse sentido, o desemprego e as conexões trabalhistas em debate no mundo contemporâneo, mesmo que fortemente presente no século XXI, apresenta raízes intrínsecas ao passado brasileiro, uma vez que desde o processo de automação dos espaços produtivo houve um aumento do desemprego e uma decadência das relações de trabalho, o que torna o problema ainda mais difícil de ser solucionado. Logo, é inaceitável que esse quadro continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para tanto, por meio de campanhas amplamente divulgadas pela mídia, a exemplo das redes sociais e da televisão, o Ministério da Educação, deve promover a criação de programas educativos, com o objetivo de capacitar a população sobre a real situação do desemprego e suas relações de trabalho na sociedade e, por conseguinte, estimular debates e uma maior visibilidade nessa questão, assim, criando denúncias e abaixo-assinados, exigindo uma melhora das oportunidades de emprego e nas relações do trabalho. Tais documentos devem ser enviados ao site da Ouvidoria da Controladoria-Geral da União, a fim de que a problemática seja de conhecimento público e possa ser solucionada.