O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI
Enviada em 08/11/2022
Segundo o sociólogo Émile Durkheim, existem fatos sociais normais e fatos sociais patológicos, sendo que estes últimos causam danos à sociedade. Nesse sentido, o desemprego e as relações trabalhistas precárias são fatos sociais patológicos. Sob esse viés, isso decorre da omissão estatal e da negligência da mídia.
Nesse panorama, a inoperância do poder público é uma notória incentivadora do desemprego e das relações trabalhistas degradantes. Sob essa ótica, de acordo com o contratualista Thomas Hobbes, os indivíduos aceitam sair de seu estado de natureza para viverem em melhores condições, assinando o Contrato social. Não obstante, esse acordo é violado, porque o Estado não oferece condições de prosperidade para a população, como a desregulamentação de serviços essenciais e o investimento em crédito para a abertura de empresas. Assim, a desigualdade social é aprofundada por uma rede de desemprego e de ineficácia por parte dos planejadores centrais.
Ademais, a imprensa é uma imperiosa promotora do desemprego e das relações trabalhistas péssimas. Nessa conjuntura, conforme a Carta Magna, os meios de comunicação devem cumprir a sua função social. Conquanto, o documento máximo é desrespeitado, porquanto os jornais não evidenciam, obstinadamente, a problemática da falta de trabalho e das péssimas condições de vida de muitos trabalhadores, como rotinas sub-humanas em aplicativos de comida, com acesso a pouquíssimos direitos. Consequentemente, a mídia se mostra compassiva com os absurdos vivenciados por proletários.
Portanto, é mister haver um debate sobre o desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI. Sob essa perspectiva, para que haja uma aplicabilidade de Hobbes e, conseguintemente, uma sociedade mais justa, os congressistas devem, por meio da sanção do presidente, promover medidas de desburocratizações, como a redução do período de admissibilidade de empresas. Somado a isso, com o fito de seguir a Constituição Cidadã, as instituições jornalísticas devem, por intermédio da função apelativa, promover campanhas de conscientização sobre a problemática do desemprego e do labor precário.