O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI
Enviada em 27/03/2022
A partir do governo de Getúlio Vargas, o Brasil começou a beneficiar os trabalhadores formais, com a criação da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Dessa forma, a população, na década de 1930, era, cada vez mais, empregada e formalizada perante à Lei. Todavia, na contemporaneidade, nota-se que esse cenário foi modificado, uma vez que o desemprego é pungente, e as relações trabalhistas foram transformadas, mudando todo o contexto social.
Em primeiro plano, analisam-se as causas e o impacto gerado pelo desemprego na sociedade brasileira. Com base nos dados do IBGE, constata-se que a taxa de desemprego no país atingiu 6% nos últimos anos. Nesse sentido, evidencia-se o desemprego estrutural e a qualificação profissional como principais motivações para a falta de empregabilidade, haja vista que esse é aprofundado com o avanço rápido das tecnologias, e aquela é escassa na população brasileira. Com isso, vê-se que o mercado fica mais exigente, e o indivíduo busca outras alternativas para sobreviver, como a informalidade, e muda as relações de trabalho.
Em segundo plano, verificam-se as transformações ocorridas nas relações trabalhistas brasileiras. Como por exemplo, pode-se citar a empreendedora Ana Jords, de João Pessoa, a qual, a partir do marketing digital na internet, ficou milionária aos 21 anos, sem concluir o ensino superior. Nesse sentido, nota-se que, paulatinamente, os trabalhadores brasileiros escolhem a informalidade como tipo de emprego, posto que, sem registro de suas movimentações financeiras, não há burocracias legais e nem cobranças de impostos, exceto para quantias exorbitantes. Com isso, a falta de contribução de impostos gera benefícios individuais e não coletivos, impactando setores sociais.
Destarte, urge que mudanças ocorram para haver uma relação equilibrada entre o desemprego e as relações trabalhistas no Brasil. Para isso, o Ministério do Trabalho e Previdência deve incentivar a formalidade nos empregos, por meio de projetos que beneficiem indivíduos que aderirem ao trabalho formal, como menos burocracias processuais e descontos em impostos. Dessa maneira, a população não será obrigada a encontrar alternativas para empregos, e sim, será contribuinte e garantirá o fomento econômico e social.