O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI
Enviada em 13/10/2022
Em sua obra “Vidas Secas” o artista Graciliano Ramos retrata de maneira genuína a precariedade do sistema trabalhista brasileiro. Ao sair do campo literário e conceber uma avaliação da realidade atual, nota-se o desdenho do desemprego e das relações laborais no Brasil. Logo, convém a análise do descaso dos políticos, bem como a falta de qualificação profissional como principais estorvos dessa problemática.
Diante desse cenário, é importante salientar que a negligência dos governantes é uma das dominantes razões desse problema. Acerca disso, Machado de Assis, em sua fase modernista teceu severas críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam a classe política. Em decorrência dessa indiligência do poder público, cria-se um contexto propício para o desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI, materializado na ausência de alterações na CLT, consolidação das leis do trabalho e na carência de investimentos, sobretudo, em políticas públicas para a classe trabalhadora. Portanto, é perceptível que a omissão do Estado contribui para a baixa ocupação de lidadores formais.
Além disso, cabe expor que a ausência de qualificação profissional é uma das primordiais causas da falta de empregos no país. Em vista disso, conforme a ponderação feita pela economista José Marcos de Carvalho, a falta de especialização, torna o mercado de trabalho mais desafiador. Sendo assim, tem-se que quando a aptidão no ofício não é garantida, não é possível fazer com que o trabalho seja garantido. Com isso, o índice de desemprego aumentará mais e as relações de trabalho serão cada vez mais escassas. Dessarte, é inadmissível o posicionamento da sociedade diante dessa situação.
Assim, observa-se que a questão do desemprego e das relações trabalhistas deve ser resolvida. Para isso, é essencial que o Ministério do Trabalho e Previdência , principal órgão responsável pelo registro profissional no Brasil, combata essa situação, por meio de investimentos mais altos, como a criação de novos cursos profissionalizantes. Para que, dessa forma o ofício possa cumprir o seu papel no Brasil.