O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI
Enviada em 15/10/2022
De acordo com o filósofo Confúcio “Escolha um trabalho que gostes e não terás que trabalhar nenhum dia na tua vida”. Contudo, tal pensamento não é exercido na realidade, já que o desemprego assola o Brasil. Em suma, mostra-se relevante pensar nas causas do desemprego, como também nas relações trabalhistas abusivas.
Diante desse contexto, depreende-se que o desemprego ainda persiste na atual conjuntura. Segundo dados do IBGE, cerca de 29,6% da população brasileira está desempregada. Por conseguinte, a redução de investimentos em determinados setores, ocasionou uma menor produção nas empresas e consequentemente a demissão de seus funcionários.
Ademais, cabe ressaltar que as relações trabalhistas abusivas e a uberização do trabalho estão estritamente interligadas. A Constituição Federal de 1988, garante aos trabalhadores a jornada de 8 horas diárias e 44 horas semanais. Contudo, as novas relações de trabalho, como a uberização, não contemplam os direitos previstos na Carta Magna. Dessa forma, os trabalhadores precisam executar uma jornada de trabalho maior de acordo com a demanda e sem nenhuma garantia trabalhista.
Portanto, considerando os fatos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas interventivas. Cabe ao Governo federal, por meio do Ministério do Trabalho- órgão responsável por administrar as relações de trabalho no Brasil- promover a geração de empregos por meio de empresas estatais, como também a focalização das relações trabalhistas abusivas.