O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI
Enviada em 24/10/2024
“Tempo é dinheiro”, frase repetida por muitos, mas imortalizada pelas teorias de Frederick Taylor e Henry Ford, pais do Taylorismo e Fordismo, respectivamente, como um estímulo ao aumento do trabalho nas linhas de produção, consequente-
mente, a diminuição do tempo de folga e lazer dos operários. Apesar do traço de pensamento capitalista permanecer na atualidade, seus métodos acompanharam as mudanças advindas dos aprimoramentos tecnológicos e das relações entre empresa e sociedade. Entretanto, toda a modernização do vínculo trabalhista acarretou transformações apenas à uma parte da população, enquanto outra sofre não só com trabalhos informais, mas também, com a falta de oportunidades.
De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, vive-se na atualidade o conceito por ele definido como “Modernidade Líquida”, ou seja, as relações se tornaram frágeis, fugazes e maleáveis, como os líquidos. Desta forma, esses elos ampliaram-se até o âmbito laboral. Isto é, as empresas se tornaram líquidas, suas estruturas são flexíveis e horizontais, ou melhor, a hierarquia está se diluindo quando comparada com uma organização tradicional. De modo que, esses negócios busquem dar respostas cada vez mais rápidas para uma realidade comercial que evolui rapidamente, exigindo, portanto, dos seus funcionários uma adaptação conforme às instituições, por meio da diminuição de burocracias, flexibilização de horários e postos de trabalho fixos, incentivando, ainda, o teletrabalho.
Por outro lado, o trabalho informal, isto é, atividade laboral não regulamentada pelo Estado, com a falta de direitos trabalhistas previstos em lei e auxílios de segurança social, tem se tornado uma realidade crescente para uma parcela da população. Esta prática, tendo como alguns fatores, a complexidade burocrática, o excesso de impostos e taxas e o desemprego estrutural, este, caracterizado pela modernização das atividades produtivas por meio dos avanços tecnológicos.
Diante do exposto, medidas devem ser tomadas. Logo, cabe ao Governo Federal, principal interessado no desenvolvimento produtivo e social, proporcionar incentivos fiscais aos trabalhadores informais. Isto, através da redução de impostos às classes mais prejudicadas, além da diminuição burocrática, visando, portanto, uma melhoria nas relações trabalhistas e sociais do século XXI no país.