O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade

Enviada em 28/08/2019

O novo relatório das Nações Unidas constatou que a população mundial deve crescer em dois bilhões de pessoas nos próximos 30 anos. Indubitavelmente, o ritmo de consumo e, consequente acúmulo de lixo, também tende a aumentar, pois as pessoas vêm sendo, e continuarão a ser, influenciadas a buscarem um padrão de vida consumista. Sendo assim, tal problemática acarreta um dilema mundial de sustentabilidade, uma vez que o meio ambiente não consegue suportar a demanda.

Em primeiro lugar, destaca-se o papel da mídia, que é o meio pelo qual as grandes empresas impõe um molde de vida baseado na aquisição exaltada de bens. Ademais, utilizam de figuras públicas e influenciadores digitais para lançar tendências de compras. Para ilustrar, pode-se citar a forma como o hábito de pedir uma mulher em casamento com um anel de diamante tornou-se referência para o mundo inteiro, já que as celebridades do momento assim faziam.

Em segundo lugar, analisa-se as consequências das atitudes egocêntricas da humanidade. De acordo com o autor John Piper, a marca da cultura de consumo é a redução do ‘ser’ para ‘ter’. Entretanto, a compra de coisas a fim de alcançar status social promove mais do que a alienação. Conforme dados da ONU, a humanidade produz mais de 2 bilhões de toneladas de lixo por ano. Além disso, proporciona uma crise nos recursos naturais do planeta, que segundo a Organização Mundial do Comércio, estão escassos e economicamente úteis, ou seja acabando.

Fica claro, portanto, que o consumismo é um vício que ocasiona implicações para a natureza e as próximas gerações humanas. Diante disso, é crucial que a mesma mídia que o impulsiona, o faça desacelerar via campanhas de conscientização sobre as sobras de uma vida descontrolada. Ademais, as pessoas que trabalham com mídias sociais devem reconhecer seu papel social de passar uma compreensão de que o bem-estar nunca dependerá de dinheiro ou propriedades. Para que assim, a Terra ainda possa receber os novos 2 bilhões de seres humanos.