O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade
Enviada em 02/09/2019
Desde as Revoluções Industriais, o consumo é muito intensificado devido aos novos produtos no mercado, em contrapartida, o desenvolvimento não é equilibrado com a sustentabilidade. O problema é explícito porque para produzir tantos bens, é preciso usar cada vez mais recursos naturais. Nesse sentido, essa mudança trouxe desafios, pois o meio ambiente está sensibilizado porque há falta de investimentos em desenvolvimento sustentável assim como há má influência midiática.
Convém ressaltar, a princípio, que a falta de investimentos é um fator determinante para a persistência do problema. De acordo com um estudo feito pelo instituto Akatu, as pessoas no mundo todo consumiram US$ 30,5 trilhões de dólares em bens e serviços, 28% a mais do que há dez anos. O estudo ainda mostrou que no âmbito empresarial a adoção de práticas sustentáveis são limitadas. Na ótica dos dados desse estudo, é possível concluir que o consumo exacerbado está gerando um aumento significativo do uso dos recursos naturais, e isso agrava ainda mais o desequilíbrio.
Ademais, surge a questão da má influência midiática, que intensifica a problemática. Conforme Pierre Bordieu, o que foi criado para instrumento da democracia não deve ser convertida em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia em vez de alertar e trazer informações que elevem o nível de informação da população, influencia no consumo desenfreado de produtos novos, com fortes marketings nas redes sociais e TV. Assim, a mídia contribui com o consumo sem se preocupar com os recursos.
Portanto, indubitavelmente, é preciso que medidas estratégicas sejam tomadas para resolver esse desequilíbrio. Para isso, é necessário que o governo em parceria com as empresas invistam na ampliação e melhoria nas práticas sustentáveis por meio de ações que contribuam, por exemplo, uso de filtro em todas as indústrias, a fim de diminuir o impacto. Além disso, a má influência midiática sobre o consumo deve ser revertida com ajuda de ONGS e especialistas no assunto. Tais mudanças devem ocorrer nas redes sociais e TV nos horários nobres, por meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais consequências da questão. É possível também criar uma hashtag para identificar a campanha e a ganhar mais visibilidade, para que a população se conscientize. Assim, a sociedade irá de encontro com Pierre Bordieu.