O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade
Enviada em 20/09/2019
Segundo o relatório de “Brundtrand”, de 1987, sustentabilidade significa “suprir necessidades da geração presente sem afetar as gerações futuras de suprir as delas”. Entretanto, embora seja uma forma de beneficiar o coletivo, esse assunto hoje ainda não é preocupação do majoritário, porque muitas vezes é economicamente inviável. Dessa forma, seja pela insuficiência de Leis, seja pela não mudança de mentalidade social, surge a necessidade de intervir na problemática.
Vale ressaltar, a priori, que a questão constitucional e sua aplicação estão entre as causas da agrura. Em razão de, a Carta magna prevê princípios e objetivos básicos que tentam assegurar a proteção ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, impondo-se ao Poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo. Contudo, não é a realidade, pois antes da chegada do Toyotismo e o projeto de obsolescência programada, o ecossistema já vem padecendo tanto relacionado a matéria prima, quanto à questão do acumulo de lixo, já que em diversas situações a sociedade é obrigada a consumir aquele objeto que atualizou e não funciona mais, um exemplo -os tão necessários smartphones-. Desse modo, é necessário que haja maior atuação estatal, no sentido de regular e criar políticas públicas, como forma de combate ao problema.
É notório, a posteriori, que a não preocupação com coleta seletiva do lixo e a não mudança no bom senso da população é o obstáculo que impede o impasse de ser resolvido. Nesse contexto, de acordo com Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agir e de pensar. Ao seguir esse pensamento, observa-se que o desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade dos indivíduos se encaixa no pensamento do sociólogo, já que, se uma criança vive numa família com esse comportamento, tende a adotá-lo também por conta da convivência em grupo. Assim é nítida a continuação da não atenção aos problemas ambientais transmitida de geração a geração.
Diante dos fatos citados, para que a legislação seja cumprida e a transformação do comportamento social ocorra, Cabe ao Ministério da Educação, inserir aulas que abordem o desenvolvimento sustentável e o consumo consciente, por meio da reformulação dos PCNs ( Parâmetro Curricular Nacional), uma vez que, já dizia Immanuel Kant " O ser humano é aquilo que a educação faz dele". Além disso, a mídia televisiva pode colaborar com a mitigação da mazela, mediante a transmissão de novelas e comerciais que influenciem a reflexão dos telespectadores, os levando a conhecer as consequências dos próprios atos contra a natureza. Dessa maneira, poder-se-á suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as delas.