O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade

Enviada em 03/10/2019

A corrente filosófica helenista denominada de Cinismo, teve como seu principal representante o Diógenes, que morava em um barril como forma de contestar as extravagâncias do consumismo. Entretanto, mesmo com essa tentativa de protesto, a sociedade contemporânea tomou rumos contrários em que o consumo é exacerbado e insustentável.

Em primeiro plano, é necessário frisar que a Rio-92 foi uma reunião entre vários países com o objetivo de promover o consumo sustentável, partindo de metas como a produção de artigos facilmente reaproveitáveis e ofertas de trabalho dignas aos produtores, por exemplo. No entanto, o crescimento da população juntamente à crise econômica tornou-se mais difícil atingir essas metas efetivamente.

Ademais, a alta tecnologia, apesar de ter contribuído com o desenvolvimento de técnicas de produção sustentáveis, também incitou ao maior consumo. Zygmunt Bauman, em suas obras sobre Modernidade Líquida, destacou as inovações tecnológicas como molas propulsoras da cultura do imediatismo, em que “Nada foi feito para durar”, como ele mesmo afirma, paralelo a isso, grandes empresas fabricam seus produtos com obsolescência programada, incentivando o consumo desenfreado e não sustentável.

Evidencia-se, portanto, que haver equilíbrio entre consumo e sustentabilidade é essencial para o desenvolvimento econômico e social de um país. Logo, é imprescindível que o Governo crie leis mais severas de produção sustentável para empresas, fiscalizando se há certificação ambiental, ou seja, se não houve o uso ilegal de recursos naturais. É de suma importância, também, que instituições educacionais em colaboração com o Greenpeace conscientizem os jovens, por meio de palestras, sobre os efeitos da não sustentabilidade no mundo capitalista. O incentivo e apoio à movimentos como “Buy Nothing Day”, originado no Canadá, que objetiva não comprar nada por um dia, também são de extrema notoriedade para o consumo consciente.