O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade

Enviada em 22/09/2019

Desde o surgimento do Iluminismo na França, entende-se que uma sociedade só progride quando um indivíduo se mobiliza pelo problema do outro. No entanto, quando se observa o desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria ,mas não desejavelmente na prática Se por um lado, a Revolução Industrial transformou o mundo e trouxe novas invenções que facilitaram a vida humana, por outro ,após a implementação das máquinas a vapor, a produtividade aumento junto com um grande consumo exacerbado. Isso ocorre, ora pela inação das esferas governamentais, ora em função de problemas no sistema educacional. Assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.

A priori, é imperioso destacar que o problema do tema deriva, entre outras coisas, da baixa atuação dos setores governamentais. Acerca disso, é pertinente saber que o filósofo grego Aristóteles propunha que a política deveria ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio fosse alcançado na sociedade. De maneira análoga, percebe-se que, no Brasil, a obsolescência programada rompe essa harmonia, haja vista que os empresários optam por fazer com que seus produtos tenham uma vida útil muito curta, fazendo com que a sociedade consuma em um ritmo mais acelerado .Entretanto ,tal ação sobrecarrega o meio ambiente ao desfrutar dos recursos naturais em um nível mais rápido do que é reposto e propicia uma grande quantidade de lixo.

Outrossim, ainda há outro agravante mediante tal problemática. Assim, é evidente que a falta de conscientização social sobre sustentabilidade é um entrave para a diminuição de danos à natureza. É válido ressaltar que, conforme o educador Rubem Alves, não existe cultura sem educação. Nessa perspectiva, a melhor maneira para informar sobre os direitos e deveres básicos de um cidadão é instruí-lo desde a infância. Sendo assim, as escolas têm um papel fundamental na formação social do indivíduo ao criar a ideia de que o exagero do consumismo vai corroborar uma grande quantidade de lixo que pode contaminar o solo, a água e o ar. De certo, a maioria desses danos influenciados pela ganância e gerados pela ação antrópica são irreversíveis à curto prazo.

Destarte, infere-se que a desarmonia entre consumo e sustentabilidade é algo inaceitável e,como tal,deve ser sanada. Nesse âmbito, é mister que o Poder Público, com o auxílio do Ministério do Meio Ambiente, tabule uma lei que estabeleça limites para a quantidade de produtos poluentes emitidos ao meio ambiente ,tanto para pessoa física ,quanto para a jurídica. Ademais, é viável a implementação do projeto “Famílias nas Escolas”, pelo Ministério da Educação, no qual os alunos e seus responsáveis são convidados a participarem de palestras e workshops no ambiente escolar, em que serão debatidos temas como o esgotamento de recursos no planeta